RIO - A Transpetro, subsidiária de logística e transporte da Petrobras, assinou hoje contrato com o estaleiro fluminense Eisa para a construção de quatro petroleiros Panamax, previstos para a primeira fase do seu Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Os navios fazem parte do lote arrematado pelo Consórcio Rio Indústria Naval - formado por Sermetal Estaleiro e por MPE, com parceria tecnológica da Hyundai -, que desistiu da encomenda devido à falta de acordo para o arrendamento da área do antigo Ishibrás, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. Além dos quatro Panamax que serão construídos pelo Eisa, a Transpetro já havia fechado acordo no dia 7 de novembro com o estaleiro pernambucano Atlântico Sul, que ficou com os cinco petroleiros do tipo Aframax que seriam construídos pelo Rio Indústria Naval. Os novos contratos têm as bases de preços da proposta vencedora na licitação, do Rio Indústria Naval, que foi de US$ 517 milhões pelos cinco petroleiros Aframax e de US$ 349 milhões pelos quatro Panamax. Voltados para o transporte de óleo cru, os Aframax, encomendados ao Atlântico Sul, têm capacidade em torno de 110 mil toneladas de porte bruto (TPB), o equivalente a 700 mil barris.

Os Panamax têm cerca de 73 mil TPB, ou 550 mil barris.

No total, a primeira fase do Promef prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões na construção de 26 navios. A segunda fase do Promef - com previsão para a construção de mais 23 navios - começou em julho, com o envio dos editais para os estaleiros convidados. Estão programados para a segunda fase sete navios petroleiros: quatro Suezmax e três Aframax, além de nove navios de produtos, cinco para transportar gás liquefeito de petróleo e três para bunker (combustível de embarcações).

(Rafael Rosas | Valor Online)

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