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Transparência ajuda, mas não evita todas as perdas, diz diretor da CVM

RIO - O novo diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Eliseu Martins, afirmou hoje que, por mais que se cobre transparência das empresas, não há garantia de proteção completa contra operações como as exposições em derivativos que causaram perdas a diversas empresas brasileiras no terceiro trimestre. Para Martins, que tomou posse hoje, uma operação malfeita ou um grande azar pode trazer dificuldades para uma companhia.

Valor Online |

"É uma pena, mas é muito importante dizer que não vai ser a maior transparência possível dos balanços que será capaz de resolver todo e qualquer problema", frisou Martins.

O diretor lembrou que está em audiência pública uma minuta sobre instrumentos financeiros que prevê a obrigação de que as empresas informem, juntamente com os balanços, um quadro de análise de sensitividade. No quadro, a companhia deverá deixar claro os cenários que poderão levar a perdas decorrentes de operações financeiras específicas, como as apostas em derivativos. Caso seja aprovada, a mudança já passa a ser obrigatória para o balanço referente a 31 de dezembro de 2008.

Martins afirma que, caso a publicação dos quadros já fosse obrigatória este ano, talvez muitas perdas tivessem sido evitadas.

"Todos se prepararam para aplicar as normas no fim do ano, mas não deu tempo. Aconteceu esse desastre", ressaltou. "Talvez tivesse até uma resistência muito forte ao quadro de sensitividade e muita gente talvez nem achasse necessário se não tivesse acontecido tudo isso", acrescentou.

O diretor revelou ainda que cinco normas que integram o pacote de mudanças que adequarão as regras contábeis brasileiras ao padrão adotado pelo International Accouting Standards Board (IASB) foram aprovadas pelo Colegiado da CVM e serão publicadas amanhã.

Os cinco pronunciamentos dizem respeito aos ativos intangíveis, que só poderão se contabilizados quando adquiridos de outras empresas e deverão ser considerados como despesa no caso de gastos com pesquisa; às demonstrações do valor adicionado; às subvenções governamentais, que deverão ser contabilizadas no lucro; as transações e prêmios para emissão de debêntures, que reduzirão a taxa de juros ao seu valor efetivo; e o arrendamento mercantil, que terá os riscos dos ativos transferidos para a empresa que utiliza os bens.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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