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Transierra diz que é difícil evitar ataques a gasoduto

O diretor de relações institucionais da transportadora de gás Transierra, Hugo Muñoz, disse hoje que calcula que o Brasil deixou de receber entre 3 milhões e 3,5 milhões de metros cúbicos durante as seis horas em que o Gasoduto Yacuíba-Rio Grande (Gasyrg) ficou parado. Segundo ele, é difícil evitar novos ataques à tubulação, que tem 430 quilômetros de comprimento e válvulas a cada 30 quilômetros.

Agência Estado |

"Há válvulas em locais muito isolados, de difícil acesso. Seria impossível manter segurança permanente", afirmou Muñoz à Agência Estado. A companhia diz que mantém as autoridades informadas sobre a localização das válvulas e a possibilidade de ataques e que a responsabilidade pela segurança seria do governo.

As operações do gasoduto haviam sido suspenas às cinco horas da manhã por causa do fechamento de uma válvula por manifestantes contrários ao governo Evo Morales. As operações foram retomadas por volta do meio-dia e o duto já está operando próximo à sua capacidade máxima, de 17 milhões de metros cúbicos por dia. O envio de outros 3 milhões de metros cúbicos de gás, que deixaram de ser enviados desde ontem à tarde por causa de uma avaria em um duto do campo San Alberto, só será retomado após a reparação do duto.

Ataques

Antes de chegar ao gasoduto Brasil-Bolívia, o gás produzido pelos dois maiores campos bolivianos - San Alberto e San Antonio - atravessa cerca de 400 quilômetros, do sul da Bolívia até a província de Santa Cruz de la Sierra, em duas redes.

A mais antiga, a Transredes, tem 30 anos e era originalmente propriedade da Shell e da Enron. Depois da nacionalização promovida pelo governo de Evo Morales, passou a ser administrada pela estatal local, a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB). A segunda rede, a Transierra, corre paralela à primeira e foi construída pela Petrobras, em parceria com Repsol e a Total. É nesta canalização que vêm ocorrendo os atos de vandalismo que culminaram com a suspensão do fornecimento.

A canalização da Transierra é recortada por 15 válvulas que facilitam a manutenção e garantem a segurança operacional. Duas destas válvulas foram fechadas por integrantes do grupo que protesta contra o governo. Na primeira intervenção, que ocorreu ontem, a válvula foi danificada, houve vazamento de gás e combustão, mas não uma explosão, informou uma fonte ligada à Petrobrás.

No segundo ato, hoje de manhã, outra válvula foi fechada, mas não danificada, por isso o restabelecimento do transporte de gás está sendo feito de maneira mais rápida. "A questão é que se permanecer este abre-e-fecha, vai ser muito complicado manter a operação. Quando uma válvula é fechada, a produção do campo também tem de ser interrompida, porque não há como dar vazão a ela. E não é fácil retomar a produção de um campo de gás", diz a fonte.

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