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Tráfego aéreo de cargas cai 1,3% em maio enquanto movimento de passageiros sobe 6%, diz Iata

SÃO PAULO - O tráfego aéreo internacional de cargas caiu 1,3% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto o de passageiros aumentou 6%, segundo dados divulgados pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata).

Valor Online |

No fechado do ano passado, o tráfego de cargas aumentou 4,3%, o que acentua a importância da retração verificada em maio. Ainda assim, no acumulado do ano, o movimento internacional de cargas aumentou 2,8% em relação a igual período do ano passado.

Segundo a Iata, muito da retração no transporte de cargas de maio foi motivado pela contração de 0,5% no movimento na região da Ásia. Essa queda, avalia a associação, é reflexo do terremoto ocorrido na China e da debilidade da economia japonesa no período. As companhias da região também foram afetadas pela competição com empresas dos EUA nas rotas transpacíficas, prejudicadas pela baixa cotação do dólar.

O resultado do tráfego de passageiros de maio, embora seja inferior à expansão de 7,4% registrada em no ano fechado de 2007, é mais forte que o esperado dada a desaceleração econômica, afirma a Iata. Os resultados ainda foram afetados positivamente por uma transferência de capacidade de vôos domésticos para internacionais nos EUA, o que levou a um aumento de 7,9% na oferta de vôos para o exterior.

Enquanto o tráfego aéreo internacional na América do Norte cresceu 8,2% em maio, o doméstico recuou 3,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, afirma a Iata. A média mundial para o setor doméstico foi de crescimento entre 3% e 4% no período (contra uma média mensal de 6% no ano passado).

Com um aumento global menos intenso na capacidade (+5,4%), as taxas de ocupação aumentaram ligeiramente, para 74,3%, a primeira elevação em três meses.

O alto preço do petróleo está remodelando a indústria. As grandes mudanças nos fluxos de tráfego registradas durante maio refletem isso, disse o diretor-geral e executivo-chefe da Iata, Giovanni Bisignani.

Segundo a Iata, em maio o preço médio do combustível de aviação foi de US$ 160 por barril, um aumento de 87% em relação ao mesmo mês de 2007. Em comparação, o preço do petróleo cru aumentou em média 81% nesse período, para US$ 123 por barril.

As margens aplicadas sobre o combustível de aviação estão acentuando o impacto da disparada dos preços do petróleo para a indústria da aviação. Os custos unitários estão entre 20% e 30% maiores e isso vai ter conseqüências no fim das contas, disse Bisignani. A eficiência é o imperativo em todos os lugares. Isso precisa ser compreendido por governos, trabalhadores e pelos parceiros de nossa indústria, acrescentou.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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