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Trabalhar em tecnologia é promissor?

Trabalhar em tecnologia é promissor? Por Marcus Vinícius Brasil São Paulo, 17 (AE) - Yara Regina Silva teve seu primeiro contato com um computador aos 19 anos. Ela nasceu em um sítio em Ouro Fino (MG) e foi alfabetizada pela mãe.

Agência Estado |

Mas nada disso impediu que ingressasse no mercado de tecnologia e se tornasse, três anos depois, desenvolvedora de softwares para uma fabricante de celulares multinacional.

A soma de um mercado em expansão, altas doses de força de vontade e uma seqüência de escolhas acertadas permitiram que Yara chegasse lá. "Eu queria saber como um micro funcionava, gostava de física e química", conta a mineira. Aproveitando sua afinidade com as ciências exatas, ela se formou no curso de engenharia da computação na Unicamp e escolheu trabalhar em uma área que cresceu muito nos últimos anos, a de telefonia celular.

Mas o mercado de tecnologia no Brasil não é um conto de fadas. Quando um jovem está decidindo qual vestibular prestar, é muito comum um palpiteiro dizer "estuda algo relacionado a tecnologia que é emprego certo".

Será mesmo verdade?
Segundo análise da consultoria McKinsey, só 8% dos graduados em curso superior são aproveitados pelas empresas na área de tecnologia no Brasil. Por quê? Um misto de má formação de base - faltam noções básicas de matemática, física, etc - e cursos superiores de baixa qualidade ou desconectados das exigências do mercado.

Paradoxalmente, sobram vagas e o mercado continua a crescer. Empresários, diretores de consultorias em recursos humanos e profissionais explicam o que é preciso fazer para ter sucesso no peculiar mercado de tecnologia brasileiro.

QUADRO
8 % - é a quantidade de graduados em um curso superior que corresponde às exigências e obtém uma vaga no mercado de tecnologia, segundo pesquisa da consultoria McKinsey
30 % - é a quantidade de graduados absorvidos na Hungria
57 % - é o número de empresários que acredita que a falta de qualificação será o principal motivo de dificuldades para contratar profissionais nos próximos 3 anos, segundo uma pesquisa da revista
"Economist"
1% - é a quantidade de empresários que acredita que, nos próximos 3 anos, ficará bem mais fácil encontrar profissionais qualificados, de acordo com pesquisa encomendada pela revista britânica

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