Depois de recusar o banco de horas e a alteração no calendário de sábados extras negociados com a empresa, os trabalhadores da Volkswagen de Taubaté (interior de SP) decidiram aumentar a pressão por mais contratações, com o movimento hora extra zero. Aprovada em assembleia na semana passada, a decisão de recusar as horas extras foi colocada em prática no último sábado, quando os trabalhadores não atenderam à uma convocação de horas extras que não estavam programadas, feita pela Volkswagen.

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Os trabalhadores querem a garantia de abertura de pelo menos 120 novos postos de trabalho na fábrica. Em dezembro, a empresa anunciou que parte dos investimentos de R$ 6,2 bilhões previstos para serem feitos em suas fábricas no Brasil, será aplicada na planta de Taubaté.

"Eles não estão aguentando o forte ritmo de trabalho que vem sendo imposto pela empresa na produção", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo. A constatação da urgência de novas contratações para a planta teria sido feita também pela comissão de fábrica, que apoia o movimento.

"O Sindicato e a Comissão de Fábrica estão ao lado dos trabalhadores nesta luta. A mobilização deve continuar até que a empresa realize as contratações para suprir sua demanda de produção sem sacrificar saúde e a vida familiar dos trabalhadores", disse o presidente. Procurada pela reportagem, a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não comentaria o fato.

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