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Brasília - Mais de mil trabalhadores se reuniram na cidade de São Paulo, nesta quarta-feira, pedindo a redução da taxa básica de juros (Selic), que será anunciada no fim da tarde pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O mesmo movimento aconteceu em Brasília e em outros 9 Estados. No Rio de Janeiro, o protesto acontece somente a tarde e, em Goiânia, acontece na quinta-feira.

Em São Paulo, a concentração aconteceu em três locais diferentes, a partir de onde os trabalhadores seguiram ao Banco Central, na Avenida Paulista. O ato começou às 10h e teve fim por volta das 11h40. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) chegou a recomendar aos motoristas que evitassem passar pelo local, já que duas faixas foram interditadas para que os manifestantes pudessem passar.

O ponto de concentração de trabalhadores também foi no Banco Central, em Brasília. O Último Segundo entrou em contato com a Força Sindical do Distrito Federal para saber a quantidade de pessoas presentes, mas não teve resposta.

No Rio de Janeiro, onde a manifestação ocorre às 16h desta quarta-feira, os trabalhadores se concentram em três pontos. A Central do Brasil, o Terminal Rodoviário de Niterói e as barcas da Praça 15 devem receber os protestos.

O ato organizado pela Força Sindical acontece também em Maceió, Manaus, Salvador, Vitória, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e Aracaju. O Último Segundo entrou em contato com a organização de cada cidade, mas ainda não teve o retorno sobre a quantidade de presentes.

Bancários

Bancários de São Paulo também programaram uma  manifestação contra a alta dos juros para esta quara-feira, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). O protesto também terminou em frente ao Banco Central.

Antonio Milena/AE
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Bancários se reúnem na avenida Paulista para protesto

Por volta das 10h30, um dos grupos interditou duas faixas da avenida Paulista, no sentido Consolação, na altura da av. Brigadeiro Luís Antônio, mas o tráfego já foi totalmente liberado, de acordo com a CET.

O motivo

A taxa e juros, que está em 13,75% ao ano, segundo o sindicato, precisa cair para que mais dinheiro seja injetado na economia. De acordo com especialistas, cada ponto porcentual a menos na Selic significa economia de R$ 15 bilhões, dinheiro da dívida pública que pode ser investido para movimentar o mercado e gerar empregos.

"Além da queda da Selic, os trabalhadores querem a redução do spread bancário", afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, que participará do ato.

Com os protestos desta quarta-feira, as entidades esperam mobilizar os profissionais de setores mais afetados pela crise econômica mundial, como os da indústria automobilística, da construção civil e os bancários.

As manifestações foram organizadas pela Força Sindical, Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT). A Central Única dos Trabalhadores (CUT) optou por um ato isolado, mas, como todos escolherem os mesmos lugares para os protestos, houve um encontro.

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