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Trabalhadores do setor aéreo ameaçam greve na véspera de Natal

Cerca de 40 mil aeronautas (pilotos e comissários) e aeroviários (serviços em terra) avaliam entrar em greve nos principais aeroportos do País às vésperas do Natal. As categorias reivindicam reajuste salarial de 13%, mas as empresas aéreas de vôos regulares oferecem 5% mais reposição da inflação (em torno de 2%) em 30 de junho de 2009.

Agência Estado |

Os trabalhadores do setor aéreo estão em estado de greve desde o dia 27.

"Estamos avaliando se nossa paralisação vai ser próxima do Natal e se será uma parada de advertência, de 24 horas, ou por tempo indeterminado", afirma a secretária-executiva do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino. Ela diz que uma paralisação em 24 de dezembro é possível, caso as negociações não avancem.

Uma eventual parada de pilotos e comissários na véspera do Natal foi admitida pela presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio. "Existe uma insatisfação latente, pois as companhias aéreas não repassaram Participação nos Lucros e Resultados (PLR)", afirma ela.

Os aeroportos afetados seriam os de São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte. A decisão será tomada após o dia 9, quando os trabalhadores realizam nova rodada de negociações com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) e o Sindicato Nacional de Táxi Aéreo (Sneta).

Selma diz que foram realizadas três rodadas com o Snea e duas com o Sneta, sem sucesso. Este último sindicato, diz ela, nem ofereceu contraproposta. O superintendente do Sneta, Fernando dos Santos, afirmou que as empresas de táxi-aéreo não conseguiram fechar um índice de reajuste para os trabalhadores por causa da crise, que afetou os vôos fretados. "É inviável o reajuste de 13%, mas confiamos num acordo", disse. O Snea foi procurado, mas não retornou.

Uma das maiores crises da aviação comercial brasileira, conhecida como apagão aéreo, ocorreu de uma greve deflagrada em novembro de 2006, quando os controladores de tráfego pararam vôos em todo o País a partir do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Brasília (Cindacta 1). Na ocasião, o cancelamento e atraso de vôos deixou centenas de passageiros sem viajar.

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