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Trabalhadores despedidos continuam ocupando fábrica em Chicago

Washington, 9 dez (EFE).- Mais de 200 trabalhadores de uma fábrica de portas e janelas em Chicago continuam hoje uma invasão de suas instalações, em um protesto por demissões abruptas que se transformou em símbolo da crise econômica em todo o país.

EFE |

O representante democrata de Illinois, Luis Gutiérrez, disse que hoje se retomarão as discussões entre representantes da empresa, do sindicato e do Bank of America, instituição que, segundo os patrões, cortou o financiamento da Republic Windows and Doors na semana passada.

A invasão, que começou no fim de semana, "transformou-se em um símbolo nacional dos trabalhadores golpeados pela crise econômica", afirmou o canal WLSTV7 da televisão local.

Ontem, o governador de Illinois, Rod Blagojevich, ordenou que todas as agências do Estado suspendessem suas transações com o Bank of America até que se chegue a uma solução que proteja as remunerações e outros benefícios dos empregados.

Os invasores, organizados no sindicato United Electrical, Radio and Machine Workers, se revezam para manter a fábrica ocupada e afirmaram que não permitirão que a empresa ou seu credor, Bank of America, retirem equipes do local até que paguem as férias e a compensação pelas dispensas que devem.

Este tipo de tática sindical quase não se via nos Estados Unidos desde a Grande Depressão dos anos 1930 e alguns dirigentes assinalaram que ela pode tornar-se mais comum se a economia continuar se deteriorando.

A empresa respondeu que, em 16 de outubro, apresentou um plano para encerrar ordenadamente suas operações, processo que se completaria com fim da manufatura, em janeiro de 2009.

O Bank of America rejeitou esse plano em 18 de outubro, e também uma versão revisada em 29 de outubro. No dia 26 de novembro, finalmente, o banco rejeitou a solicitação da empresa de fundos para o pagamento de férias.

Este banco recebeu US$ 25 bilhões do Governo federal em outubro, como parte do plano de salvamento das instituições financeiras, e usou partes desses fundos para o pagamento de dividendos, bônus a seus executivos e aquisição de outros bancos.

Os representantes sindicais assinalaram que o pagamento das férias custará entre US$ 1,2 milhão e US$ 1,4 milhão e que deve aos trabalhadores uma média de US$ 4,5 mil por cabeça.

Uma lei trabalhista de 1988 obriga as empresas a dar aos trabalhadores ou a seu sindicato um aviso com 60 dias de antecipação de um encerramento de operações ou demissão coletivo dos empregados.

A Republic Windows and Doors reuniu seus empregados na cafeteria da fábrica na sexta-feira e lhes informou do fechamento. EFE jab/jp

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