Trabalhadores do segundo turno da siderúrgica Usiminas, em Taubaté (interior de SP), decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado até que a empresa negocie um novo valor para a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), referente ao ano de 2009. Cerca de 130 trabalhadores participaram da assembleia realizada na porta da fábrica pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté; à noite e amanhã pela manhã, novas assembleias seriam realizadas com os demais turnos.

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Segundo a assessoria de imprensa da entidade sindical, a empresa convocou uma reunião para uma nova negociação. A reunião teve início às 17 horas, sem previsão de término, com a participação de sindicalistas, membros da comissão de PLR e a empresa.

O impasse teve início na sexta-feira passada, quando a Usiminas, alegando queda no faturamento, pagou apenas R$ 274 da segunda parcela da PLR, quando o acordo feito em agosto de 2009 com o sindicato previa R$ 1,7 mil. Com isso, teria desrespeitado uma cláusula do acordo de PLR que garantia a renegociação do valor caso alguma das metas afetasse significativamente o valor negociado para a segunda parcela.

Além de protestar contra o valor pago pela empresa, pela segunda parcela da PLR, os trabalhadores alegam que houve assédio moral por parte das chefias, que ontem pressionaram os trabalhadores na tentativa de desmobilizá-los. "O efeito foi contrário. Ao invés de ficar intimidado, o trabalhador se revoltou", disse Isaac do Carmo, presidente do sindicato.

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