Ontem foi um dia de demissões e manifestações de sindicatos e trabalhadores. Na fábrica de componentes automotivos e peças para linha branca Delga, em São Paulo, os 700 trabalhadores entraram em greve depois de ser anunciado o corte de 85 postos de trabalho.

Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, negociava com a indústria um acordo para reverter as demissões. "A empresa tinha usado recursos como licença remunerada, banco de horas, férias coletivas e alegou que não ter como manter os empregos", diz.

Hoje os metalúrgicos fazem assembleia em frente à Delga para decidir sobre a continuidade ou o fim da greve. Outro protesto contra demissões ocorreu na fabricante de rolos de aço Engemet, em São Paulo, que emprega 170 pessoas. A produção parou por três horas.

Na indústria de tubulações de aço, Tyco Dinaço, os cerca de 120 metalúrgicos que invadiram a fábrica na segunda-feira permanecem acampados no pátio da empresa, na Vila Jaguara, zona oeste da capital paulista, à espera de um acordo.

Eles exigem a readmissão dos 120 demitidos. Segundo o sindicato, representantes dos trabalhadores e da Tyco devem tentar um acordo em audiência hoje, no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

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