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Toyota paga multa e anuncia novo recall

A Toyota anunciou ontem que vai pagar a multa recorde de US$ 16,4 milhões por causa dos imensos recalls anunciados para corrigir problemas de aceleração. A empresa também anunciou o recall dos novos utilitários esportivos Lexus, para remediar possíveis problemas de possibilidade de capotamento.

AE |

A Toyota anunciou ontem que vai pagar a multa recorde de US$ 16,4 milhões por causa dos imensos recalls anunciados para corrigir problemas de aceleração. A empresa também anunciou o recall dos novos utilitários esportivos Lexus, para remediar possíveis problemas de possibilidade de capotamento. Apesar de pagar a multa, a gigante japonesa dos automóveis negou ter violado leis americanas. A pena, no valor máximo que o departamento dos transportes poderia exigir, equivale a obrigar a Toyota a pagar mais de US$ 2 por carro vendido em todo o mundo em 2009. Analistas dizem que a pena teria um impacto pequeno nas dúzias de processos que foram reunidos perante um juiz federal em Santa Ana, na Califórnia. "No tribunal da opinião pública, pagar a multa é algo expressivo. Mas as multas não passam de ruído em termos do litígio civil", disse Richard Arsenault, advogado que move ação contra a empresa. "O que realmente importa são os fatos que levaram à aplicação das multas." Respondendo a novas preocupações com a segurança, a Toyota anunciou o recall do Lexus GX 460, modelo 2010, para corrigir um possível problema de possibilidade de capotamento no veículo utilitário esportivo (SUV). O novo recall afeta 9,4 mil carros - 5,6 mil já vendidos e 3,8 mil que ainda estão nas lojas. A publicação Consumer Reports emitiu na semana passada um alerta de "Não Compre", dizendo que o veículo era suscetível a capotamentos. A Toyota respondeu com a interrupção das vendas de novos GX 460 e a realização de testes em todos os seus esportivos utilitários. Riscos. Ray LaHood, secretário dos Transportes dos EUA, disse que a Toyota "expôs os consumidores a riscos" no recall anterior ao não ter notificado imediatamente o governo a respeito de potenciais defeitos nos aceleradores de 2,3 milhões de veículos. LaHood disse que a Toyota tomou conhecimento do problema em setembro, mas só anunciou o recall em janeiro, violando uma lei federal que exige das montadoras que notifiquem o governo a respeito de defeitos de segurança dentro do prazo máximo de cinco dias úteis. "Eles não nos informaram do problema dentro do prazo de cinco dias. O defeito só foi revelado meses depois, e por isso aplicamos a multa máxima, que eles decidiram pagar, mostrando que reconhecem os erros em sua conduta", disse LaHood. A Toyota disse ter concordado em pagar a multa "para evitar uma longa disputa e possível litígio". Mas negou as alegações do governo de que teria violado a lei. "Acreditamos ter feito um esforço sincero na investigação do defeito e no desenvolvimento de uma solução. Reconhecemos que poderíamos ter feito um trabalho melhor em dividir as informações relevantes com nossas operações globais e em divulgá-las fora da empresa, mas não tentamos esconder o defeito para evitar a necessidade de corrigir um problema de segurança", disse a Toyota. A multa não livra a Toyota de possíveis penas civis e criminais. A montadora japonesa ainda enfrenta nos tribunais federais dúzias de processos por lesão corporal e homicídio doloso ou culposo, e promotores federais estão realizando investigações, assim como a SEC (a comissão de valores mobiliários dos EUA). As quatro páginas do acordo legal afirmam que a Toyota nega ter violado a legislação federal e diz que pagará a multa civil "sem que (a Administração Nacional de Segurança no Tráfego das Estradas) tenha chegado a resultados formais em relação à investigação das supostas violações (da lei) atribuídas à Toyota". A multa, no valor máximo que o governo poderia exigir, é em boa medida apenas simbólica, levando-se em consideração a solidez do balanço da Toyota. A empresa contava com ativos de alta liquidez no valor de US$ 23,6 bilhões até o fim do ano passado, e disse prever o anúncio de um lucro de US$ 885 milhões referente ao ano fiscal que se encerrou no último dia 31 de março.

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