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Toyota atribui acidentes a erros dos motoristas

A investigação feita pela Toyota sobre os acidentes envolvendo a aceleração repentina em carros da montadora concluiu que "virtualmente todos" os motoristas pressionaram por engano o pedal de aceleração

AE |

A investigação feita pela Toyota sobre os acidentes envolvendo a aceleração repentina em carros da montadora concluiu que "virtualmente todos" os motoristas pressionaram por engano o pedal de aceleração. A afirmação é de um porta-voz da empresa. A maior montadora do mundo vem examinando as causas da aceleração repentina em carros e caminhões da sua marca. A empresa fez um recall de mais de 8 milhões de veículos no mundo inteiro para examinar defeitos como o de pedais que ficam presos nos tapetes. Os órgãos reguladores americanos também investigam o caso, mas ainda não divulgaram conclusões. Segundo Mike Michels, porta-voz da companhia em Torrance, na Califórnia, a montadora, cuja sede é em Toyota City, no Japão, avaliou 2 mil informes sobre aceleração brusca de veículos desde março, incluindo a análise de informações contidas nos gravadores de dados do momento de uma colisão. "São várias causas - travamento do pedal, problemas com o tapete que fazem com que o pedal fique preso, pedal que fica bloqueado, outros objetos estranhos no carro e o uso errado do pedal", disse o porta-voz. Indagado sobre quantos acidentes envolveram a pressão do pedal de aceleração no lugar do breque, ele respondeu que "praticamente todos". A declaração gerou críticas entre especialistas que defendem uma maior segurança dos veículos. Ex-administradora da Agência Nacional de Segurança do Tráfego em Rodovias dos Estados Unidos (NHTSA, na sigla em inglês), Joan Claybrook questiona a alegação de que os acidentes foram causados por erro dos motoristas. Para ela, as montadoras e os órgãos reguladores devem considerar mais seriamente a possibilidade de falhas nos controles eletrônicos. "É um absurdo total", diz. "Eles têm de examinar os mecanismos eletrônicos dos seus carros e todo mundo sabe disso." De acordo com o The Wall Street Journal, uma análise feita pela NHTSA com base em dados da Toyota concluiu que, em alguns casos, as válvulas que regulam o fluxo de combustível estavam abertas no momento da colisão e os freios de fato não tinham sido pressionados. Aceleração. A agência não quis comentar a notícia. Em maio, a NHTSA informou que os veículos Toyota envolvidos em colisões provocadas pela aceleração repentina do motor estavam ligados a 89 mortes em 71 acidentes ocorridos desde 2000. O órgão federal está trabalhando com um painel da Academia Nacional de Ciências e com a Nasa para investigar os casos de aceleração repentina verificada em veículos, incluindo os da Toyota. O objetivo é saber se disfunções eletrônicas não poderiam causar o problema. A agência já investigou casos de aceleração inesperada em sedãs Audi 5000 e, num relatório feito em 1989, concluiu que, com frequência, tratava-se de um erro do motorista. Nas duas décadas após esse relatório, mais veículos foram equipados com a tecnologia "brake-override" - sistema de segurança que inibe o movimento do carro se os pedais do acelerador e do freio forem usados ao mesmo tempo. A Toyota vai instalar esse sistema em todos os modelos 2011.

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