BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central anunciou nesta segunda-feira a saída de Mario Torós da diretoria de Política Monetária, num movimento já esperado pelo mercado financeiro. Após dois anos, Torós deixa o cargo, a pedido, por motivos pessoais, segundo nota do BC.

O presidente da instituição, Henrique Meirelles, encaminhará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a indicação de Aldo Luiz Mendes, de 51 anos, para ocupar o posto.

Atualmente, Mendes preside a Companhia de Seguros Aliança do Brasil. Entre 2001 e 2009, ele esteve no Banco do Brasil, onde ocupou a diretoria de Finanças, depois foi diretor de mercado de capitais e vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores.

Doutor em economia pela Universidade de São Paulo, ele já foi vice-presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima) e integrou os conselhos de administração da BM&F e da Central Interbancária de Pagamentos (CIP).

Especulações de que Torós teria manifestado interesse em deixar o BC circulavam entre investidores, mas o processo de saída foi acelerado depois de uma entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada no dia 13 de novembro, em que detalhou os bastidores da crise global no Brasil.

Torós, economista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), era diretor de Política Monetária no BC desde abril de 2007. Ele substituiu Rodrigo Azevedo no cargo.

(Por Isabel Versiani)

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