No tênis, Luiz Nico Mattar ficou longe das conquistas de um Gustavo Kuerten. Mesmo assim, foi o tenista brasileiro mais badalado na primeira metade dos anos 1990.

Ao abandonar as quadras, em 1995, tinha amealhado a pequena fortuna de U$S 1,5 milhão, com a qual bancou sua participação na abertura da cervejaria Dado Bier, em São Paulo. Quatro anos mais tarde, em 1999, entrou numa área com a qual não tinha a menor familiaridade, a de tecnologia da informação.

Com um grupo de amigos, Mattar criou a Telefutura, focada na terceirização de processos de negócios, e embrião da atual Tivit, uma das componentes da Santíssima Trindade do setor de TI, da qual fazem parte também a Positivo ( hardware) e a Totvs ( software). "Não imaginávamos que estávamos criando uma empresa que chegaria a valer em Bolsa R$ 1 bilhão", diz Mattar, hoje com 46 anos de idade.

Com um faturamento de R$ 1 bilhão em 2009, a Tivit, que abriu seu capital na Bovespa no mesmo ano e é controlada pelo grupo Votorantim, acostumou-se a crescer à media de 30% entre 2006 e 2008. No ano passado, o ritmo diminuiu. "Mesmo assim, crescemos 6%, contra zero da média do setor", diz Mattar. Em 2010, com o reaquecimento da economia, ele quer pisar de novo no acelerador - não está fora de cogitação a volta aos dois dígitos de crescimento.

Para isso, a Tivit vai destinar parte de um empréstimo de R$ 150 milhões do BNDES, que também será empregado na compra de equipamentos, para aquisições pontuais de empresas nacionais. "Nossos clientes são qualificados e nem sempre temos a expertise de que eles necessitam", diz. "Queremos ser o que os americanos chamam de one stop shop." Segundo Mattar, o foco da estratégia seguirá sendo o mercado interno. "Vamos continuar crescendo no Brasil, oferecendo cada vez mais serviços diferentes para nossos clientes." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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