O presidente da TIM Participações, Mario Cesar Pereira de Araujo, garantiu que o planejamento estratégico definido para a operadora brasileira de 2009 a 2011 não contempla demissões. O plano não prevê redução de pessoal.

Prevê até crescimento, embora não seja um crescimento sensível", afirmou o executivo à Agência Estado, destacando que a TIM tem como meta gerar mais eficiência para atender uma base de clientes crescente.

O executivo observou, porém, que algumas áreas na TIM podem ser reestruturadas, com a migração de pessoas para algumas posições onde a empresa quer dar mais ênfase. Mas o quadro continuará, pelo plano definido junto à matriz, com seus cerca de dez mil funcionários diretos. Esse remanejamento de pessoal faz parte da estratégia da TIM, que até contratou uma consultoria externa no segundo trimestre para esta finalidade, de promover uma reestruturação e revisão dos processos da empresa.

Com isso, a TIM quer reduzir custos e tornar sua administração mais eficiente. Esse processo, que culminou em mudanças no quadro diretivo da operadora, bem como em seu Conselho de Administração, deve ser concluído já no começo de 2009, informou Araujo.

A Telecom Italia, controladora da TIM, anunciou na semana passada que programa a demissão de mais de 4 mil funcionários entre 2009 e 2011, a fim de reduzir custos e aliviar parte de sua dívida, que supera os 35 bilhões de euros. Na próxima quarta-feira, 10, o grupo tem encontro marcado com entidades sindicais para discutir o caso, uma vez que a tele já tinha aberto um programa de demissões voluntárias para um total de 5 mil empregados até 2010.

A operadora italiana também estuda vender unidades de negócios que não considera tão estratégicas para o grupo. A Telecom Italia já declarou que manterá a TIM por considerar que o País tem boas perspectivas de crescimento. "Falam em venda de ativos da Alemanha, da Holanda. Os acionistas disseram que TIM Brasil é importante para o grupo", afirmou Araujo, em referência ao encontro que teve com a cúpula da Telecom Italia na semana passada, quando a TIM disse esperar uma margem Ebitda de 22,9% para 2009 e de 27% em 2011 em suas operações no Brasil.

Na ocasião, a TIM divulgou também que espera ter um crescimento médio anual de 8% em sua receita liquida entre 2008 e 2011, sendo que em 2008 esse item deve ter avanço superior a 7% e, em 2009, deverá ficar em torno de R$ 14,4 bilhões, conforme o planejamento estratégico definido pela controladora Telecom Itália.

O investimento em ativo permanente (Capex), por sua vez, deve se situar na casa dos R$ 3,3 bilhões neste ano (já considerando R$ 1,3 bilhão com licenças 3G), R$ 2,3 bilhões em 2009 e chegar a proporção de aproximadamente 12% da receita líquida em 2011.

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