A TIM decidiu mudar sua estratégia de atuação na rede 3G. Segundo informou hoje o presidente da companhia italiana, Luca Luciani, a intenção é redefinir o foco das vendas para as regiões onde já existe uma boa cobertura do serviço.

"Não queremos iludir o cliente. Vamos oferecer serviços que a área suporta", explicou.

O executivo lembrou que, atualmente, a companhia já consegue oferecer bons serviços em cerca de 70 cidades, sendo 20 capitais, e está trabalhando no desenvolvimento da rede de outras 100 cidades.

Nas regiões onde a cobertura ainda é mais fraca, a TIM tem oferecido aos clientes acessos de menor velocidade que o das redes 3G, a preços mais baixos. "Não temos que atender a demanda a qualquer custo. Oferecer um serviço de baixa qualidade gera insatisfação, e isso tem um impacto muito negativo para a marca", afirmou o diretor de marketing do grupo, Rogério Takayanagi.

Intelig

O presidente da TIM afirmou ainda que espera concluir até o fim do ano os detalhes finais da compra da Intelig. Para o executivo, a integração operacional das duas empresas vai permitir ganhos em torno de 2% da receita com serviços do grupo.

Com base no balanço do terceiro trimestre da TIM, divulgado hoje, as sinergias resultariam em uma economia trimestral de R$ 66 milhões. A compra foi anunciada em abril e será feita por meio da troca de ações. Após a conclusão do negócio, o grupo Docas, do empresário Nelson Tanure, passará a ter 6% das ações preferenciais da TIM.

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