As ações ordinárias da TIM Participações devolvem nesta jornada da Bovespa parte dos ganhos de quase 30% apurados na sexta-feira, diante do posicionamento contrário da Telco, principal acionista da Telecom Italia - que, por sua vez, controla a companhia brasileira -, de que a decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a necessidade de Oferta Pública de Aquisição (OPA) por papéis da TIM na Bovespa é infundada. Há instantes, TIM Participações ON perdia 2,90%, a R$ 6,70, e TIM Participações PN, -2,11%, ambas na relação de maiores baixas do Ibovespa.

Para a CVM, houve alteração do acionista majoritário indireto da TIM quando da venda da holding Olimpia para a Telco, em abril de 2007. Na visão da Telco, o pedido é infundado. Ainda cabe recurso da decisão da CVM e a Telco informou que vai consultar seus advogados e tomar as medidas necessárias.

Além do posicionamento da CVM e da holding controladora da Telecom Italia, pesam sobre a ação ON da TIM Participações a dúvida quanto ao preço que seria oferecido em uma eventual OPA. Em relatório de hoje, analistas da Brascan Corretora fazem coro a demais especialistas que acompanham o setor de que "faltam neste momento parâmetros mais detalhados para o cálculo do preço do tag along". Em reportagem publicada na sexta-feira, a repórter Michelly Teixeira destaca que "as instituições financeiras trabalham com hipóteses que vão de R$ 8,00 a R$ 13,00 por ação".

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