A TIM Participações espera que sua receita volte a crescer dois dígitos no segundo semestre deste ano, ao trabalhar no reposicionamento da marca, na conquista de clientes de alto valor e na expansão de receitas nos mercados de telefonia móvel, fixa e de banda larga. Nos últimos anos, a empresa perdeu participação de mercado e viu sua base de clientes pós-pagos encolher.

Em 2008, o faturamento aumentou 5,1%, para R$ 13 bilhões, abaixo da expectativa da TIM de crescer mais de 7%. Em 2007, a receita apresentou expansão de 22,7% em relação ao ano anterior.

A "prioridade número 1", conforme definiu o novo presidente da operadora, Luca Luciani, é melhorar o fluxo de caixa operacional e a rentabilidade da TIM. Em 2008, o fluxo de caixa operacional livre ficou negativo em R$ 89,387 milhões, contra um resultado positivo em R$ 747,183 milhões anotado um ano antes. Contudo, ficou no azul em R$ 1,229 bilhão no quarto trimestre 2008, alta de 32,5% no confronto com intervalo correspondente de 2007, amparado por um Ebitda de R$ 928 milhões, um capital de giro positivo de R$ 1,084 bilhão e investimentos de R$ 782 milhões.

As ações de recuperação já começaram a ser implantadas neste trimestre com uma nova campanha de publicidade para o reposicionamento da marca TIM, que está agendada para ir a público em março. Outra linha de ação está na reestruturação das ofertas, que terão a mobilidade como o núcleo do negócio e privilegiarão a venda de pacotes combinados de serviços (telefonia fixa, móvel, internet e até televisão). A ideia é fazer uma "abordagem segmentada" e uma oferta "sob medida", com menos promoções. Segundo Luciani, a "segunda onda do reposicionamento" da TIM virá em abril com a divulgação de um novo portfólio de produtos e serviços.

A empresa quer atrair de volta à sua base os assinantes de planos pós-pagos, cujo potencial de geração de receita é maior que entre clientes pré-pagos. A TIM também prepara uma limpeza de sua base de clientes, desligando as linhas que não estão ativas. "A palavra-chave é seletividade. Queremos ser a alternativa número 1 dos clientes de valor", disse Luciani. Apesar disso, o executivo espera que a receita média por assinante (ARPU), que no encerramento de 2008 atingiu R$ 29,90, fique estável em 2009.

Dentro da estratégia de recuperação, a TIM informou, também, que está trabalhando no aumento da produtividade de sua força de vendas. A linha de ação da empresa prevê, também, a racionalização de custos e renegociação de contratos, como aluguel de infraestrutura e até energia. Os investimentos em cobertura também serão orientados ao cliente mais promissor financeiramente: segundo a TIM, cerca de 80% da base de valor deve estar coberta pela empresa em 2009.

A terceira fase do plano de relançamento virá no terceiro trimestre com a otimização da rede, um novo modelo de relacionamento com o cliente e uma abordagem mais enfática na oferta convergente de serviços, com vistas a uma aceleração do crescimento das receitas.

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