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TIM defende que setor de telefonia móvel discuta propostas para crise

SÃO PAULO - O presidente da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo, defendeu hoje que o setor de telefonia móvel una esforços para garantir a rentabilidade e manter a demanda aquecida durante a crise. O executivo afirmou que operadoras, governo, legisladores, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e órgãos de defesa do consumidor deveriam discutir alternativas para esse cenário.

Valor Online |

Segundo ele, diversas medidas poderiam ser consideradas. Rever impostos e taxas e repensar algumas obrigações impostas às teles - por exemplo, o cronograma de implantação das redes de celular em todos os municípios do país - seriam alguns exemplos.

Araujo ressaltou que a baixa rentabilidade das operadoras de telefonia celular no Brasil - fato que persiste há vários anos - pode comprometer a capacidade de investimento no setor. De acordo com ele, a margem operacional média das empresas móveis foi de 24% da receita líquida no ano passado, a menor do mundo. "Se não tiver rentabilidade, desculpe, vamos voltar ao Sistema Telebrás, quando o país estava dez anos defasado porque o Estado não tinha condições de investir", disse Araujo, em uma apresentação na Futurecom, feira e congresso do setor de telecomunicações, que acontece nesta semana em São Paulo.

Apesar disso e dos problemas financeiros que a controladora, a Telecom Italia, enfrenta em seu país de origem, Araujo disse que a orientação da matriz é manter investimentos. "Não teve cobrança nenhuma por causa da crise. Tudo está dentro do esperado e não houve nenhuma sinalização de mudança de investimentos", observou. "Não é uma crise. É uma adaptação da economia", disse ele. "O mundo não vai mais ser o mesmo."
O presidente da TIM adotou um discurso um pouco diferente em relação ao de outros executivos de empresas de telefonia, que têm revelado um tom ameno para falar sobre crise. A avaliação de Araujo é de que a crise vai ter impacto no consumo de telefonia, mas esse impacto vai demorar alguns meses para chegar ao Brasil. "Já começamos a sentir o efeito da crise na oferta de crédito. O segundo passo é o consumo", observou.

Porém, o executivo manifestou avaliação semelhante à de outras operadoras ao dizer que as vendas de Natal não devem ser comprometidas. A expectativa de Araujo é de que o país termine o ano com algo entre 145 milhões e 150 milhões de linhas de celular. Segundo ele, as vendas de telefones móveis em 2009 devem repetir o desempenho deste ano, quando o volume de novos assinantes deve ficar entre 25 milhões e 30 milhões.

(Talita Moreira | Valor Econômico, para o Valor Online)

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