Em meio às tratativas políticas que resultaram na permanência de Henrique Meirelles no Banco Central (BC), o presidente da instituição teve de cuidar de outro foco de tensão, dessa vez na própria diretoria da instituição. Pessoas próximas a Mario Mesquita, ex-diretor de Política Econômica do BC, afirmam que ele teria decidido deixar o cargo no fim da noite de terça-feira da semana passada, a poucas horas da publicação do Relatório Trimestral de Inflação, por estar contrariado com explicações dadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para a manutenção do juro em março.

Em meio às tratativas políticas que resultaram na permanência de Henrique Meirelles no Banco Central (BC), o presidente da instituição teve de cuidar de outro foco de tensão, dessa vez na própria diretoria da instituição. Pessoas próximas a Mario Mesquita, ex-diretor de Política Econômica do BC, afirmam que ele teria decidido deixar o cargo no fim da noite de terça-feira da semana passada, a poucas horas da publicação do Relatório Trimestral de Inflação, por estar contrariado com explicações dadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para a manutenção do juro em março. O ex-diretor nega. <p><p>O então diretor teria anunciado oficialmente sua decisão na mesma noite em que Meirelles participou do jantar com a cúpula do PMDB para decidir o futuro político. O encontro com os políticos, oferecido pelo presidente do partido e da Câmara, Michel Temer, foi decisivo para Meirelles permanecer no cargo. <p><p>Em nota, Mesquita nega que deixou o cargo contrariado. Segundo ele, o cronograma de saída havia sido acertado previamente com Meirelles. "Não é verdade, portanto, que eu saí do BC naquela data por discordar dos termos da ata da última reunião do Copom ou do Relatório Trimestral de Inflação." O ex-diretor argumenta que a ata foi redigida sob sua coordenação e a decisão de deixar o cargo foi comunicada à sua equipe no almoço da terça-feira, "antes da finalização do Relatório de Inflação". <p><p>Apesar de Mesquita negar, fontes próximas a ele ouvidas pela Agência Estado reafirmaram que o desconforto em permanecer no cargo começou na elaboração da ata da reunião de março. Ele teria ficado desconfortável durante a construção de trechos do documento por uma incongruência dos fatos: o Copom manteve o juro, mas a ata trouxe argumentos favoráveis ao aumento, chegando a afirmar que houve "consenso" sobre a necessidade de elevação da Selic. As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b>
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