O bilionário texano Allen Stanford e três de suas empresas foram acusadas de fraude massiva ontem e tiveram suas sedes nos Estados Unidos invadidas por agentes federais norte-americanos. A Securities and Exchange Commission (SEC), organismo regulador do mercado financeiro dos EUA, acusou o financista fã de críquete e mais dois executivos de montarem uma fraude de US$ 8 bilhões em produtos financeiros, prometendo rendimentos impossíveis a seus clientes.

O esquema tem braços nos Estados Unidos, em Antígua - nas Bahamas - e em várias partes do mundo. Três companhias do bilionário serão investigadas por suspeita de integrar o esquema: o Stanford International Bank (SIB), banco localizado em Antígua, o Stanford Capital Management e o Stanford Group, no Texas.

Ontem, agentes do FBI entraram em alguns dos escritórios do grupo nos EUA para apreender documentos. "Estamos descobrindo uma fraude de uma magnitude chocante, que espalhou seus tentáculos por todo o mundo", disse Rose Romero, diretor de um dos escritórios da SEC. Segundo o relatório da entidade, o SIB teria vendido US$ 8 bilhões em certificados de depósito "prometendo taxas de retorno muito altas, acima das existentes através de certificados reais oferecidos por bancos tradicionais".

A SEC também investiga o fato de que o SIB afirma ter obtido taxas de retorno de 15,71% em 1996 e 1997, o que foi considerado "improvável e suspeito" pelo órgão. Além disso, 90% do portfólio do banco se encontra em uma caixa preta protegida de qualquer avaliador independente, à qual apenas Allen Stanford e outro executivo da empresa, James Davis, têm acesso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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