BRASÍLIA - O coordenador da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Guilherme Pedras, adotou o discurso positivo do governo perante os efeitos da crise mundial ao afirmar hoje que o investidor está mais confiante nas perspectivas para a economia brasileira. Ele citou a demanda por prefixado de longo prazo e também o retorno de aplicações de estrangeiros como exemplos.

Pedras disse que, neste mês de fevereiro, as condições para a rolagem do endividamento interno do governo em títulos públicos mantiveram-se "estáveis, até mais do que em janeiro, que também demonstrou estabilidade".

Ele citou que houve demanda firme pelo prefixado NTN-F de longo prazo, papel de maior risco, um sinal "de confiança" do investidor.

Do lado das aplicações de estrangeiros, Pedras destacou que, após atingir o maior patamar em agosto de 2008, em 7,37% do total da dívida pública mobiliária federal interna, o agravamento da crise levou a uma retirada de recursos.

A participação caiu para 7,2% da dívida global em setembro; 6,05% em outubro; mas voltou a subir para 6,2% em novembro e atingiu 6,5% em dezembro. Aplicações externas em títulos públicos são isentas de imposto sobre o rendimento desde o início de 2005.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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