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Tesouro: superávit do governo central no ano é recorde

O Tesouro Nacional informou hoje que o superávit do governo central - composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central - no acumulado do ano de janeiro a outubro, de R$ 95,606 bilhões, é o maior da série histórica para o período. A série histórica começou em 1997.

Agência Estado |

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o superávit primário acumulado nos dez primeiros meses deste ano, de 4,03%, também é recorde.

O Tesouro informou ainda que superávit do governo central registrado no mês passado, de R$ 14,655 bilhões, é o maior para meses de outubro.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse hoje que a crise financeira internacional não impactou as contas do governo central até outubro. "Vamos ter uma avaliação mais precisa ao longo dos próximos meses. Mas até outubro não teve impacto", afirmou. Ele acrescentou é o "momento de cautela para verificar o que vai acontecer".

Segundo Augustin, a política de aumento dos investimentos vai continuar em 2009, mesmo com a expectativa de desaceleração do ritmo de crescimento da economia brasileira devido aos impactos da crise. Ele ponderou que em 2008 o governo conseguiu melhorar a qualidade do gasto público, reduzindo as despesas de custeio da máquina administrativa e aumentando os investimentos. "Em 2009, será mais difícil, mas vamos prosseguir nesse caminho. Fizemos isso em 2008 e vamos manter em 2009", disse. Na avaliação do secretário, essa política fiscal é "absolutamente" equilibrada e tem papel fundamental para assegurar o crescimento da economia brasileira.

Meta

Faltando ainda dois meses para o fim do ano, o governo tem uma folga de R$ 17,9 bilhões na meta do superávit primário das contas do governo central. Essa folga já leva em consideração os R$ 14,2 bilhões do Fundo Soberano do Brasil (FSB). Enquanto o governo central acumula até outubro um superávit primário de R$ 95,6 bilhões, a meta do ano, incluindo os R$ 14,2 bilhões do FSB, é de R$ 77,6 bilhões.

Augustin afirmou que, embora o superávit primário de janeiro a outubro do governo central já tenha superado a meta de 2008, o comportamento das contas públicas nos últimos dois meses do ano têm "uma tendência diferente dos demais meses". Ele observou que as despesas nesse período aumentam, o que pode reduzir o superávit. "Pode haver variações, mas não muito significativas", afirmou, evitando responder a perguntas sobre eventual déficit nos últimos dois meses do ano.

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