BRASÍLIA - O Tesouro Nacional reduziu para R$ 1,42 trilhão a meta para o teto do estoque da Dívida Pública Federal (DPF) em 2008, antes fixado em R$ 1,54 trilhão. O piso caiu de R$ 1,48 trilhão para R$ 1,36 trilhão. Outras duas metas também foram revistas: o intervalo para a dívida prefixada, antes fixado de 35% a 40%, ficou agora entre 29% e 32% do total e os limites para a parcela com variação pela taxa Selic passaram de 25% a 30% para 31% a 34%.

Em nota, o Tesouro justifica as três revisões no Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública deste ano com o argumento de que os elevados superávits primários do governo têm permitido fazer caixa suficiente e, com isso, a DPF tem recuado e, principalmente, a dívida interna tem ficado abaixo do esperado.

Em julho, por exemplo, a Dívida Pública Federal (DPF) diminuiu 3,39%, para R$ 1,297 trilhão. Em junho, o estoque o endividamento estava em R$ 1,343 trilhão. Essa redução se deveu ao comportamento da dívida interna federal em títulos, que caiu 3,44% em julho, para R$ 1,204 trilhão, em função do resgate líquido de R$ 57,5 bilhões. Já a dívida externa caiu 2,7% sobre junho, indo de R$ 96,11 bilhões para R$ 93,51 bilhões (US$ 59,7 bilhões).

Se, por um lado, podemos observar o aprofundamento da instabilidade no cenário internacional ao longo do ano e seus efeitos sobre o mercado financeiro doméstico, por outro, a robustez dos principais indicadores econômicos, em particular os elevados superávits fiscais, permitem maior flexibilidade na gestão da dívida , diz a nota.

Os limites do PAF para as parcelas da dívida remuneradas pela variação cambial, índices de preços e pela taxa referencial (TR) não foram alterados, assim como o prazo médio previsto e a meta para a parcela de curto prazo a vencer em 12 meses.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin e o secretário-adjunto, Paulo Valle, convocaram entrevista coletiva para às 14h30 a fim de explicar as mudanças.

(Valor Online)

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