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Tesouro Nacional volta ao mercado externo e capta US$ 1 bilhão

BRASÍLIA - Depois de oito meses sem captar recursos do exterior, o Tesouro Nacional lançou nesta terça-feira títulos de US$ 1 bilhão denominados em dólar nos mercados europeu e norte-americano. Com prazo de dez anos, os papéis têm vencimento em janeiro de 2019.

Agência Brasil |

Essa foi a primeira emissão de títulos da dívida externa desde o agravamento da crise financeira internacional. O Brasil seguiu o exemplo de outros países latino-americanos que voltaram a pegar dinheiro dos investidores internacionais nas últimas semanas.

No mês passado, o México havia captado recursos no exterior. A Colômbia também emitiu US$ 1 bilhão em títulos.

A crise, no entanto, fizeram os juros dos papéis brasileiros registrarem a maior taxa para títulos de dez anos desde 2006. De acordo com o Tesouro Nacional, as emissões renderam juros de 6,127% ao ano, contra 6,24% obtidos em novembro de 2006.

Os juros medem a demanda pelos títulos. Quanto menor a taxa, maior o interesse dos investidores nos papéis. Em épocas de turbulência financeira, no entanto, os juros precisam ser maiores para atrair compradores.

Desde o final de 2006, o governo brasileiro havia feito outras duas emissões de títulos de dez anos. Em abril de 2007, o Tesouro lançou papéis com juros de 5,88% ao ano. Em maio do ano passado, semanas após o Brasil conquistar o grau de investimento (garantia de que o país é seguro para os investidores estrangeiros), a taxa havia sido de 5,29%, a menor da história.

O Tesouro Nacional informou ainda que pretende leiloar, nas próximas horas, mais US$ 25 milhões em títulos denominados em dólar no mercado asiático. O resultado final da emissão será divulgado nesta quarta-feira.

De acordo com o Tesouro, os juros mais altos não representaram um revés para o governo brasileiro porque as taxas foram mais baixas que a da Colômbia, que também emitiu títulos hoje com juros de 7,5% ao ano.

Os juros foram maiores que os 5,98% ao ano pagos pelo México em dezembro, mas o Tesouro alegou que os papéis mexicanos ficaram 3,9 pontos percentuais acima dos juros dos títulos norte-americanos. No caso do Brasil, a diferença ficou em 3,7 pontos percentuais.

As taxas dos papéis dos Estados Unidos servem de parâmetro mundial para as emissões. Para os investidores, quanto maior a diferença em relação aos juros norte-americanos, maior o risco de calote dos países que emitiram os títulos.

Segundo fontes do Tesouro, a emissão de hoje não teve como objetivo conseguir o máximo possível de recursos no exterior. De acordo com a equipe econômica, a operação faz parte da estratégia do Tesouro em demonstrar que o país está com a economia forte para captar dinheiro dos investidores internacionais, o que ajudaria inclusive empresas privadas a emitirem títulos no mercado externo.

 

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