O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse hoje que o governo brasileiro está trabalhando para que os efeitos da crise internacional não sejam fortes na economia do País. Augustin assegurou que o governo vai continuar agindo e, se for necessário, tomará novas medidas.

"A cada momento que for necessário nós vamos anunciar as políticas que sejam entendidas como corretas e que diminuam o efeito da crise no Brasil. Já anunciamos várias (medidas) e podemos anunciar outras", disse o secretário ao deixar a sala da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, onde participou de reunião mensal com deputados sobre as contas públicas.

O secretário insistiu que o governo está tomando as medidas adequadas e necessárias para que o Brasil possa vencer esse momento com menor dano possível.

Augustin avaliou como "correta, necessária e adequada" a ação coordenada dos bancos centrais tomada hoje por vários países que reduziram os juros básicos. Augustin disse esperar que essa ação venha a apresentar resultados. "Parece correto e necessário que haja uma coordenação do conjunto dos bancos centrais para tratar, de forma coordenada, um problema que apareceu de forma bastante forte em vários países desenvolvidos do mundo", afirmou.

O secretário observou que o mundo vive hoje um momento de turbulência forte, e o que se espera é que as ações internacionais tenham o efeito de diminuir "de forma rápida" o nível de volatilidade dos mercados no mundo inteiro. Augustin disse esperar que, com as melhores opções, haja uma "saída para este difícil momento do mundo, sem maiores traumas."

Fundo soberano

Augustin disse que o governo acha importante que o Congresso Nacional vote o projeto que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB) porque pode auxiliar na solução dos impactos da crise internacional na economia brasileira. Segundo ele, isso porque o fundo é "um funding (fonte de financiamento) a mais".

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