Washington, 12 nov (EFE).- O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, anunciou hoje que o Governo dos Estados Unidos estenderá suas ajudas a empresas que não são bancos, mas que são importantes no financiamento às famílias, como os cartões de crédito e as financeiras de automóveis.

Paulson, que compareceu hoje para dar uma atualização do andamento do plano de resgate do Governo de US$ 700 bilhões, disse que este tipo de empresa, que suporta 40% do crédito das famílias, também está "chegando ao fundo do poço".

Concretamente, ele se referiu aos fundos garantidos pela dívida gerada pelos cartões de créditos, os empréstimos de estudantes, e as financeiras de carros, responsáveis por 40% do crédito ao consumo nos Estados Unidos.

"Este mercado, que é vital para o financiamento e o crescimento, chegou já praticamente à paralisação total", indicou.

A extensão de ajudas às empresas não-bancárias é uma das três novas vias de atuação que o Tesouro está estudando adotar, semanas após iniciar o plano de resgate econômico de US$ 700 bilhões.

O eixo central deste plano, segundo Paulson, é a injeção deste dinheiro no capital social dos bancos em crise.

O secretário do Tesouro reconheceu hoje pela primeira vez que a compra de ativos "tóxicos" relacionados com as hipotecas -objetivo inicial do plano de resgate-, não será concretizado.

Pelo contrário, o Tesouro seguirá investindo na compra de ações dos bancos, embora estude obrigar as entidades beneficiadas a captar também financiamento privado, na segunda nova iniciativa anunciada hoje por Paulson.

A terceira medida será o início de um novo plano de ajuda aos proprietários de residências inadimplentes, que poderão se submeter a uma revisão das condições de suas hipotecas.

Graças a este novo plano, "potencialmente centenas de milhares de proprietários com problemas poderão manter suas casas com uma cota acessível em suas hipotecas", destacou o secretário do Tesouro.

Em termos gerais, Paulson reconheceu que os dois grandes problemas que tem a economia americana, já em período de contração, são a crise da casa imobiliária e a falta de crédito disponível.

Por isso, disse que todas as medidas iniciadas serão destinadas a restaurar a confiança no sistema financeiro. EFE pgp/jp

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