BRASÍLIA - O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pediu ao Senado que seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito das organizações não governamentais (CPI das ONGs), previsto para amanhã, fosse adiado para o início de abril. No pedido, ele alegou que seu advogado está viajando aos Estados Unidos.

O presidente da CPI, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), disse que não há problema com o adiamento do depoimento.

"Ele (João Vaccari) tem todo direito de mandar correspondência em que mostra que o seu advogado está fora do país. O adiamento não tem nenhum efeito prático, porque foi uma convocação", disse Heráclito.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também não vê problema na transferência do depoimento. "Não temos como evitar, porque todo depoente tem direito de falar acompanhado do seu advogado. Não há prejuízos para a CPI", disse.

O promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, também pediu o adiamento de seu depoimento, igualmente agendado para amanhã. Ele argumentou que está disposto a falar à CPI das ONGs depois de oferecer formalmente a denúncia contra Vaccari. Blat investiga as denúncias e foi convidado para prestar esclarecimentos à CPI. Também foi convidado o corretor Lúcio Funaro.

Ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), Vaccari foi convocado para depor, o que o obriga a comparecer à CPI. A comissão quer ouvi-lo sobre o suposto esquema de desvio de recursos da Bancoop.

Mesmo com o adiamento dos depoimentos, que deverão ocorrer após a Semana Santa, a reunião da CPI marcada para amanhã, às 10h, vai ser realizada. Os integrantes da comissão vão votar requerimentos sobre novas convocações, convites e pedidos de informações.

(Agência Brasil)

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