Uma reunião de cinco horas entre o conglomerado Dubai World e seus credores para elaborar um plano de reestruturação para a dívida de US$ 26 bilhões terminou no início da tarde. Os participantes da reunião não forneceram informações sobre qualquer acordo e a maior parte deles se recusou a responder às perguntas dos repórteres.

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O executivo que lidera os esforços de negociação do Dubai World, Aidan Birkett, da Deloitte, se reuniu com banqueiros hoje no centro de Dubai. Um banqueiro afirmou que "há coisas planejadas para amanhã". Questionado se a reunião ocorreu tranquilamente, outro banqueiro disse apenas "muito". Um porta-voz do Dubai World que estava presente no hotel onde o encontro foi realizado não quis fazer comentários.

O tempo está acabando para o conglomerado estatal de Dubai, que surpreendeu os mercados internacionais em novembro do ano passado ao anunciar que queria uma paralisação de seis meses em sua dívida para fazer acordos com os credores. O comitê de credores seniores que lidera as negociações inclui HSBC Holding, Standard Chartered, Lloyds Banking Group, Royal Bank of Scotland Group, Abu Dhabi Commercial Bank e Emirates NBD.

No início desta semana, o Wall Street Journal afirmou que o Dubai World poderia pedir que os bancos aceitem um reembolso durante oito anos e poderia compartilhar os recursos de vendas de ativos e lucros futuros com os credores. Em fevereiro, pessoas próximas ao assunto disseram que os termos iniciais negociados incluíam a aceitação pelos credores de até 40% de corte na dívida em troca de uma garantia do governo.

O apoio do vizinho rico em petróleo, Adu Dhabi, agora parece mais firme. O mais abastado entre dos Emirados Árabes Unidos injetou US$ 20 bilhões em Dubai desde o ano passado. A escala do suporte financeiro de Abu Dhabi levantou a possibilidade de que Dubai tenha oferecido alguns de seus ativos, como a companhia aérea Emirates Airline ou terras, em troca de dinheiro. Autoridades de Dubai negam a venda de ativos. As informações são da Dow Jones.

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