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Terça-feira foi de perdas na Bovespa e valorização para o dólar

SÃO PAULO - A terça-feira acabou de forma negativa para os mercados brasileiros, em especial para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que caiu forte, e para o dólar, que registrou mais um pregão de alta. À parte da instabilidade externa e interna, os juros futuros fecharam apontando para baixo.

Valor Online |

Em Wall Street, o pregão foi bastante instável, com os agentes digerindo uma série de notícias econômicas, corporativas e divergências sobre o plano de US$ 700 bilhões para resgatar o sistema financeiro.

O Tesouro quer ajudar os bancos comprado participações, enquanto o órgão responsável pelos depósitos bancários, o FDIC, queria utilizar o dinheiro para ajudar os devedores hipotecários.

Os investidores também viram os maiores símbolos da indústria norte-americana implorar por ajuda para não sumirem do mapa. Ford, General Motors (GM) e Chrysler foram ao Congresso pedir a aprovação de um plano de US$ 25 bilhões para o setor. No entanto, o assunto é delicado, pois os republicanos e administração Bush não se mostram favoráveis em ceder tal fatia dos US$ 700 bilhões para o setor. O argumento das empresas é que, com ou sem ajuda, a falência de qualquer uma das três resultaria em milhões de demissões, agravando ainda mais a retração no consumo norte-americano.

O Dow Jones oscilou conforme a interpretação das notícias do dia mais dados corporativos, como o ganho acima do esperado apresentado pela Hewlett-Packard (HP). Na última hora de sessão, as compras acabaram falando mais alto e o Dow Jones fechou com aumento de 1,83%, enquanto o Nasdaq teve leve valorização, de 0,08%.

A Bovespa fechou antes da melhora de humor em Wall Street, mas o tom por aqui esteve mais negativo do que lá fora durante todo o pregão. Ao fim da sessão, o índice caiu 4,54%, aos 34.094 pontos, menor pontuação desde 28 de outubro. O giro financeiro foi baixo, somando apenas R$ 3,2 bilhões.

De maneira geral, a visão entre os analistas, não só de bolsa, mas também de juros e dólar, é que não tem como o Brasil escapar pouco machucado dessa turbulência externa. As notícias de restrição de crédito, redução de produção e revisão de investimentos se acumulam e o abatimento dos operadores e analistas de mercado é perceptível pelo tom de voz.

No câmbio, a moeda tentou reagir aos leilões do Banco Central (BC), que ofertou swaps, rolou contratos e deu empréstimo com contrapartida ao financiamento de exportações, mas a aversão ao risco falou mais alto.

Ao final do pregão o dólar comercial valia R$ 2,325 na compra e R$ 2,327 na venda, elevação de 2,19%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda apresentou valorização de 2,11%, finalizando, aos R$ 2,3205. O giro financeiro ficou em US$ 125,25 milhões. O giro interbancário somou US$ 2,4 bilhões.

O comportamento díspar dos contratos de juros, que caíram apesar da instabilidade externa e da alta no preço do dólar, foi encarado por alguns agentes de mercado como um sinal de que se consolida a idéia de que a retração econômica do Brasil será bastante acentuada, levando o BC a deixar de lado a preocupação com a inflação e focar em crescimento, ou seja, mudar o viés da política monetária.

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,15 ponto percentual, para 14,86%. Janeiro 2011 fechou com perda de 0,06 ponto, para 15,62%. E janeiro 2012 apontava 15,76%, recuo de 0,17 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,30%, queda de 0,05 ponto percentual. Já o DI para janeiro de 2009 recuou 0,04 ponto, a 13,51%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 659.270 contratos, equivalentes a R$ 60,74 bilhões (US$ 28,48 bilhões), montante quase três vezes maior que o observado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 171.080 contratos, equivalente a R$ 14,65 bilhões (US$ 6,39 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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