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Tentativa de alta não se sustenta e DIs fecham o dia com novo recuo

SÃO PAULO - Depois de um ajuste de alta no período da manhã, os contratos de juros futuros voltaram a apontar para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), movimento que é observado há mais de duas semanas. Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava queda de 0,03 ponto percentual, para 13,16%, depois de bater 13,37% na máxima.

Valor Online |

Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,04 ponto, para 13,63%, enquanto janeiro 2012 apontava 13,65%, baixa de 0,03 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 registrava leve baixa de 0,01 ponto, para 13,44%. E julho de 2009 caiu 0,05 ponto, projetando 13,33%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 400.615 contratos, equivalentes a R$ 35,66 bilhões (US$ 14,44 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 188.570 contratos, equivalentes a R$ 16,53 bilhões (US$ 6,69 bilhões).

A correção de alta observada no começo do dia seguiu a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre. A economia brasileira avançou 1,8% entre julho e setembro ante o segundo trimestre e 6,8% no confronto com o terceiro trimestre do ano passado. A expectativa apontava alta de 1,1% na comparação trimestral e de 6% na anual.

À tarde, a visão de menor crescimento segurando a inflação e juros menores no ano que vem voltou a imperar, levando as taxas para as mínimas do dia.

Mas as declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, limitaram o tamanho das perdas. Na visão do chefe da autoridade monetária, o resultado do PIB do terceiro trimestre aponta que a desaceleração da economia brasileira será mais curta e menos intensa que em outros países.

Segundo o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, aparentemente, o BC dá um peso importante para o resultado do terceiro trimestre e o colegiado do Banco Central, que está reunido hoje e amanhã, pode aproveitar o dado para justificar a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano.

No final das contas, Neto aponta que o movimento das curvas, hoje, não trouxe pistas sobre a decisão de juros que será apresentada amanhã. No entanto, a recente trajetória de queda mostra que o próximo movimento na taxa Selic é para baixo.

A questão, segundo o economista, é quando essa redução pode acontecer. Alguma pista pode vir pelo placar da decisão, mas Neto acredita que a ata, que será apresentada na semana quem, deve trazer indicações mais claras sobre a tendência da taxa de juros.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional realizou leilão de resgate antecipado de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e venda de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). O resultado parcial aponta que o lote de 1 milhão de LTNs foi tomado integralmente, movimentando R$ 992 milhões. Na oferta de NTN-B, dos 800 mil títulos disponibilizados, 432,3 mil foram comprados, com giro financeiro de R$ 672 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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