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Tensões no Oriente Médio provocam alta de mais de US$ 2 nas cotações do petróleo

SÃO PAULO - O aumento das tensões no Oriente Médio foi o principal motor da alta das cotações do petróleo no pregão de hoje. O contrato do óleo tipo WTI chegou a ultrapassar US$ 147 em Nova York antes de moderar a valorização e fechar no patamar de US$ 145.

Valor Online |

O contrato de WTI negociado para o mês de agosto em Nova York subiu US$ 3,43, para US$ 145,08. O vencimento para o mês seguinte fechou cotado a US$ 145,66, com alta de US$ 3,33. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês subiu US$ 2,46, para US$ 144,49. O vencimento para setembro terminou valendo US$ 145,57, com alta de US$ 2,69.

Na quinta-feira, o Irã fez novo teste de mísseis, provocando reações dos Estados Unidos e Israel, que também fizeram demonstrações de força. De acordo com a imprensa israelense, a Força Aérea de Israel teria feito exercícios sobre o Iraque, o que aumentou os receios de um confronto na região.

O secretário-geral da Opep, Abdalla Salem el-Badri, alertou que os preços do petróleo podem experimentar um aumento ilimitado à luz de um eventual conflito militar envolvendo o Irã porque o cartel seria incapaz de substituir a perda de produção iraniana. O Irã é o segundo maior país produtor na Opep, atrás da Arábia Saudita.

A ameaça de greve dos petroleiros brasileiros também foi mencionada entre os fatores que impulsionaram as cotações hoje. Os petroleiros da Bacia de Campos prometem cruzar os braços por cinco dias, a partir da meia-noite do dia 14. Reivindicam uma reavaliação da forma como é medida a jornada de trabalho dos petroleiros.

Hoje, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a companhia está preparada para que a greve não afete a produção na Bacia de Campos, de onde sai cerca de 84% do petróleo nacional. Segundo ele, a estatal irá montar um plano de contingência, com vistas a manter a operação nos mesmos níveis. No entanto, o executivo preferiu não revelar por quanto tempo o tal plano conseguiria manter estabilizada a produção.

(Valor Online, com agências internacionais)

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