Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Tensão persiste e Bovespa cede 12%; dólar opera na máxima, a R$ 2,18

SÃO PAULO - O pânico verificado na abertura dos mercados hoje no Brasil não arrefeceu ainda e as perdas continuam generalizadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que cai mais de 12% depois de duas paradas automáticas do pregão na primeira etapa dos negócios. O dólar salta mais 6%.

Valor Online |

As razões para o pessimismo ainda são externas, com forte temor de que haja uma quebradeira de bancos na Europa.

Instantes atrás, o Ibovespa marcava 39.166 pontos, em baixa de 12,02%. Na mínima do pregão, o índice tocou 37.616 pontos. O dólar tinha alta de 6,54%, comprado a R$ 2,1780 e vendido a R$ 2,18, na máxima do dia.

Lá fora, as perdas prosseguem substantivas. O índice Dow Jones recua 4,80%, abaixo dos 10 mil pontos, o Standard & Poor´s cede 5,32% e o Nasdaq perde 5,89%. Na Europa, onde está localizada fonte maior de tensão hoje, o FTSE-100, de Londres fechou com baixa de 5,77%, o DAX, de Frankfurt, perdeu 7,07% e o parisiense CAC 40 tombou 9,04%.

Analistas de mercado acreditam que a volatilidade tende a continuar e que não está descartada a possibilidade de o Ibovespa testar pisos ainda mais baixos. A queda do índice agora é menos em comparação com o recuo de 15,06% verificado no último "circuit braeker", encerrado às 12h44. A bolsa paulista determinou um novo limite para um terceiro circuit breaker, de 20%.

"É um movimento irracional, em que os investidores tomam decisões por impulso", diz Edson Hydalgo Junior, diretor da corretora Intrade. A aversão a risco por parte de estrangeiros acaba contagiando também os agentes locais, que vendem papéis em bolsa com medo de perdas ainda maiores.

Lá fora os agentes estão transtornados com a piora do cenário bancário na Europa e temem uma rodada de falências na região, a exemplo do que aconteceu nos EUA. Além disso, os investidores estão céticos em relação à eficácia do plano de US$ 700 bilhões para resgate do sistema financeiro americano, aprovado na sexta-feira pelo congresso do país. Os agentes olham para os números da economia real e suspeitam que a ajuda não será suficiente para livrar o país de uma recessão.

Na bolsa paulista o pessimismo de estrangeiros é sentido por meio de blue chips brasileiras como as ações da Vale, da Petrobras e da CSN, que tombaram com força. Instantes atrás, os papéis ON da CSN liderava as perdas do pregão, com queda de 20,36% (R$ 28,43), seguidos por Bradespar PN, com baixa de 19,41% (R$ 19,26). As ações PN da Petrobras perdiam 11,45% (11,60) e Vale PNA cedia 14,70% (R$ 24,70).

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG