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Tensão global de crédito representa risco de recessão--FMI

WASHINGTON (Reuters) - A intensificação da crise do crédito ameça engolfar empresas saudáveis e países emergentes que até recentemente blindavam a economia global, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira. Em seu relatório semestral Perspectivas Econômicas Mundiais (World Economic Outlook), o FMI informou que a economia mundial estava entrando em uma grande crise diante do choque mais perigoso em mercados financeiros maduros desde os anos 1930, e advertiu que a recente turbulência aumentou os riscos econômicos consideravelmente.

Reuters |

Desde o início da crise de crédito em meados de 2007, economias emergentes e empresas fora do abalado mercado financeiro se mostravam resistentes. Entretanto, o último na aumento da aversão ao risco aumentou os custos de empréstimos, e aqueles dois grupos começaram a sofrer.

"Um aspecto preocupante desta última onda de turbulências é que agora existem sinais crescentes de que pressões do mercado estão começando a pesar mais fortemente em empresas que não são do setor financeiro e em mercados emergentes", escreveram os técnicos do FMI.

"Se sustentadas, tais pressões podem prenunciar um impacto macroeconômico mais severo da crise financeira que anteriormente previsto."

Empresas não financeiras tinham balanços fortes no começo da crise, algo que autoridades dos Estados Unidos geralmente citavam como umo sinal de que a economia em geral poderia resistir ao tranco de Wall Street. Mas nas últimas semanas, o acesso a empréstimos de curto prazo ficou mais restrito e o preço de ações caiu fortemente.

Economias emergentes, que tinham pouca exposição a ativos ruins que pesaram sobre o balanço de bancos na maioria dos países ricos, também viram um aumento nos custos de empréstimos porque a recente volatilidade criou um forte clima de aversão ao risco.

O FMI informou que as condições do mercadoo permanecem "exepcionalmente voláteis" e que é difícil prever por quanto tempo essas fraturas irão persistir. Quanto mais a situação perdurar, maior o risco de um abalo macroeconômico mais amplo.

"Isso, junto com desalavancagem intensificada e mais ampla, irá atrasar a recuperação e o aumento da possibilidade de uma recessão global", informou o FMI.

(Reportagem de Emily Kaiser)

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