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Tensão continua e dólar sustenta alta de 5,49%; Bovespa cai 3,54%

SÃO PAULO - O mercado mostra hoje que é capaz de explorar o viés negativo até de notícias favoráveis, como a decisão das autoridades financeiras das principais economias do mundo de reduzir as taxas de juros em uma ação coordenada. No mercado brasileiro, a bolsa paulista testou por pouquíssimo tempo patamares superiores a 40 mil pontos e continua caindo com força.

Valor Online |

O dólar resiste em forte alta, mesmo após três leilões de moeda no mercado à vista feito pelo Banco Central (BC), em ação que não ocorria desde março de 2003.

A aversão a risco, gerada pela incerteza sobre o sistema bancário global e sobre a sustentação da economia real continuam promovendo o que se chama de ação "irracional", com todos os investidores do mundo atuando na ponta de venda, buscando se desalavancar em ativos de risco, ainda que os governos mostrem que pretendem atuar para prover dinheiro e calma.

Instantes atrás, o dólar comercial - que chegou a subir 7,31%, para a máxima de R$ 2,48 - registrava há pouco alta de 5,49%, cotado a R$ 2,4360 para a compra e R$ 2,4380 na venda. No Ibovespa a perda era de 3,54%, para 38.717 pontos, com giro financeiro de R$ 3,491 bilhões.

Agentes de mercado ponderam que os benefícios do corte generalizado de juros nos EUA, zona do euro, Inglaterra e outros países poderiam, em tese, injetar um pouco mais de otimismo no cenário global. Mas a ação não está surtindo efeito, porque os agentes concluem, com a decisão, que a situação global é realmente ruim e que a economia global caminha para a recessão.

Segundo um analista de banco estrangeiro no Brasil, que prefere não ser identificado, o movimento dos investidores é irracional, pois o interesse majoritário é liquidar posições de risco o mais rápido possível, em uma fuga para cobrir prejuízos e se posicionar em papéis seguros contra perdas - como são avaliados, ainda, os títulos da dívida americana.

A previsão para o dólar continua sendo de alta no curto prazo. Com tantos estrangeiros e empresas alavancadas em dólar, a demanda por moeda americana deve exigir vários leilões de moeda a vista pelo Banco Central, a exemplo dos três feitos pela manhã. "Em algumas semanas devem ser injetados com esses leilões algo entre US$ 30 bilhões e US$ 50 bilhões pelo BC" estima Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Corretora.

Para a bolsa paulista a tendência é ditada pelos mercados externos, que também mostram muita confusão, preocupação e desconfiança em relação ao poder de recuperação das economias, frente à grave crise gerada pelo setor bancário.

Entre os papéis que mais sofrem no índice nesta jornada estão os da Cesp PNB, que tem forte endividamento em dólar, com queda de 15,18% (R$ 10,56), da Sadia PN, com queda de 11,60% (R$ 4,42), além de Marfrig ON, que cai 14,76% (R$ 13,68), e Cyrela ON, com baixa de 12,20% (R$ 13,17).

Já as ações de bancos continuam em recuperação. As Units do Unibanco sobem 3,14% (R$ 16,10), Itaú PN ganha 2,33% (R$ 26,30) e Bradesco PN tem alta de 1,57% (R$ 25,80). As ações da Petrobras PN caem agora 3,53% (R$ 27,30) e Vale PNA cai 1,96% (R$ 25,45).

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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