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Tendência geral é de regulação do sistema

A explosão da crise internacional evidenciou a necessidade de melhorar a regulamentação sobre o mercado financeiro mundial para garantir a saúde do sistema. Na avaliação dos economistas que participaram ontem do debate promovido pelo Grupo Estado, O Brasil e a Crise, a dinâmica da regulação não acompanhou o desenvolvimento dos mercados nos últimos anos nem a criatividade dos operadores.

Agência Estado |

Apesar disso, a maioria ainda é cética em relação à modernização das regras.

"Não pensem que essas mudanças sairão da cabeça de algum tecnocrata. Não. Ela só vai sair a partir de uma ampla discussão democrática", destacou o economista Luiz Gonzaga Belluzzo. Segundo ele, a partir da década de 80 a teoria dos mercados eficientes ganhou força no mundo e as regras praticamente foram descartadas. "O que aconteceu agora foi a incapacidade crescente dos governos de prevenir para conter a crise."

O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto acredita, no entanto, que nunca vai se antecipar uma crise. "A próxima já está nascendo agora para daqui há uns 10 ou 12 anos. Elas vão se desenvolvendo e as instituições que foram criadas para combatê-las não conseguem detectá-las, pois a crise é outra, é diferente." Apesar disso, ele acredita que será preciso pensar em alguma coisa nova completamente diferente de tudo que está no mercado. "Será necessário um organismo que coordene tudo isso. Mas estamos muito longe de um consenso."

Para o economista, o início da atual turbulência se deve especialmente à combinação de dois fatores: excesso de liquidez e imaginação dos operadores. "Derivativos tóxicos foram envenenando o processo, enquanto alguns vendiam a informação de que tinham encontrado o Graal, que era determinar os riscos do mercado", afirmou.

Na avaliação do presidente da Coteminas e do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Josué Gomes da Silva, apesar das necessidades de mudanças, é preciso tomar alguns cuidados neste momento de maior nervosismo para não se cometer erros irreversíveis. "Tudo na sociedade tem um movimento pendular. Corremos o risco de um excesso de regulação." Para o executivo, o que o mundo precisa é de um novo modelo de governança, "com maior transparência, eqüidade e prestação de contas." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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