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Temor externo faz dólar cair pelo 3º dia, para R$ 1,61

O dólar voltou a cair no mercado de moedas e terminou com a terceira queda seguida ante o real, pressionado por novos indicadores ruins dos Estados Unidos e a migração dos investidores para o petróleo e outras commodities (matérias-primas). Com a tensão entre os EUA e a Rússia e a persistente preocupação com a saúde do setor financeiro norte-americano, os agentes internacionais reduziram posições em dólar, direcionando os negócios domésticos.

Agência Estado |

Por isso, segundo um operador, o aumento do déficit em conta corrente do balanço de pagamentos do Brasil para US$ 2,111 bilhões em julho foi recebido sem pressão sobre as taxas de câmbio.

Em sessão de negócios reduzidos, o dólar comercial terminou o dia cotado a R$ 1,61, com queda de 0,56%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista recuou 0,53%, também para R$ 1,61.

No mercado externo, o petróleo chegou a subir até US$ 122,04 por barril na máxima do dia, impulsionado pelo dólar em baixa ante o euro e pelas crescentes tensões entre a Rússia e os EUA relacionadas à invasão da Geórgia pelos russos e um acordo entre a Polônia e os EUA para a instalação de um componente do sistema de defesa de mísseis norte-americano na Polônia. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que a Rússia suspendeu a cooperação militar com a aliança até segunda ordem. Como a Rússia é o maior produtor de petróleo do mundo, há temor sobre manutenção do fornecimento para diversos países.

Segundo o Financial Times, crescem as especulações de que o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, furioso com a resposta dos EUA e da Europa na guerra na Geórgia, ordenou redução das exportações de petróleo. Às 16h34, o euro subia 0,74%, a US$ 1,4886.

O índice de atividade regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Filadélfia melhorou em agosto para -12,7, ante -16,3 em julho, mas seguiu no terreno da contração. O componente de preços pagos, por sua vez, caiu de 75,6 para 57,5, trazendo incerteza para a perspectiva de inflação nos EUA e, conseqüentemente, do juro. Em outro relatório, a Conference Board informou que o índice de indicadores antecedentes caiu 0,7% em julho, quando economistas esperavam queda de 0,3%.

No mercado doméstico, a conta corrente do balanço de pagamentos registrou em julho déficit de US$ 2,111 bilhões, informou o Banco Central. Em julho de 2007, a conta corrente teve déficit de US$ 719 milhões e em junho de 2008, o resultado foi negativo em US$ 2,596 bilhões. O valor ficou dentro das previsões dos analistas.

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