As Bolsas européias e asiáticas voltaram a operar em baixa nesta quarta-feira, diante do temor de recessão nos Estados Unidos e na Europa, segundo os analistas.

Os bilionários planos de resgate de bancos europeus e americanos foram recebidos com euforia e fortes altas nos primeiros dias da semana, depois de vários dias de colapso.

No entanto, uma série de indicadores ruins alimentam nesta quarta-feira os temores de recessão nos países desenvolvidos, o que afeta as Bolas.

Na Europa, o índice CAC 40 de Paris perdia 2,17%, o Footsie 100 de Londres retrocedia 2,57% e o Dax de Frankfurt 2,35%.

Na Ásia, Tóquio foi a única a registrar alta, de 1,06%. As demais Bolsas registraram queda: Hong Kong perdeu 5%, Xangai 1,12%, Taipé 0,86%, Seul 2% e Sydney 0,8%.

As monarquias petroleiras do Golfo seguiam a tendência negativa. Na Arábia Saudita, mercado mais importante do Oriente Médio, a queda era de 7,8%.

Dubai perdia 5,4%, Emirados Árabes Unidos 1,3% e o Kuwait 2%.

Na Europa, Ásia e Golfo os investidores não gostaram do comentário de Janet Yellen, presidente do Fed (banco central) regional de São Francisco, que na terça-feira à noite anunciou um crescimento negativo nulo para a economia dos Estados Unidos no terceiro trimestre do ano e uma contração para o quarto.

"Os dados econômicos recentes sugerem que a economia está mais fraca que o previsto para o terceiro trimestre, sinal provável de que essencialmente não houve crescimento algum", disse Janet Yellen, presidente do Fed de São Francisco, Califórnia.

"O crescimento para o quarto trimestre será ainda mais fraco, muito provavelmente com contração. Definitivamente, a economia dos Estados Unidos parece estar em recessão".

Mesmo antes das declarações, a Bolsa de Nova York fechou a terça-feira em queda (-0,82% para o Dow Jones e -3,54% para a Nasdaq), depois da recuperação espetacular de segunda-feira, pelos temores de uma desaceleração conjuntural.

O temor de recessão também se espalha pela Europa, especialmente nas maiores economias do continente, Alemanha, França e Grã-Bretanha.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europea (UE) se reunirão a partir desta quarta-feira em Bruxelas para debater a crise.

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