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Temor com deflação toma conta de bancos centrais

Por Mike Peacock LONDRES (Reuters) - A demanda na zona do euro está desabando e as pressões inflacionarias desaparecendo, mostraram levantamentos publicados nesta sexta-feira, num momento em que as autoridades monetárias avaliam as desanimadoras perspectivas de uma deflação.

Reuters |

O Banco do Japão resolveu manter sua taxa básica de juro em 0,3 por cento e afirmou que o caminho da recuperação econômica será longo.

Nos mercados, a expectativa é de novos cortes do juro no próximo mês nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Europa, à medida que a pior crise financeira dos últimos 80 anos empurra boa parte do globo para uma recessão.

O presidente do banco central japonês, Masaaki Shirakawa, afirmou estar atento ao risco de deflação no momento em que a economia do país entra em recessão, mas ele não previu o retorno do problema.

"A economia global vai passar por um severo ajuste por algum tempo", disse Shirakawa a jornalistas.

O presidente do Federal Reserve de St Louis, James Bullard, disse que com a taxa de juro já em patamar baixo, o banco central dos Estados Unidos pode ter de confiar em "flexibilização quantitativa" para evitar uma deflação.

Ele relembrou as grandes injeções de liquidez do Banco do Japão durante a década de 1990 para forçar a economia a retomar a atividade depois que a taxa básica de juro atingiu o patamar zero.

"É preciso acontecer algumas coisas para termos alguma deflação. Mas eu acho que as expectativas de inflação estão muito variáveis neste momento", disse Bullard durante uma conferência econômica regional. "Se fizermos nosso trabalho isso não vai acontecer e nós estamos dedicados a isso".

O Fed deve cortar a taxa de juro para 0,5 por cento no próximo mês, segundo expectativa do mercado.

A batalha do Japão contra preços continuamente em queda e estagnação econômica, que durou uma década, paira na memória das autoridades monetárias.

Reverter uma recessão é duplamente difícil se preços caem de maneira ampla e constantemente já que não há incentivo para gastar, uma vez que consumidores e empresas sabem que as coisas tendem apenas a ficar mais baratas.

Com bancos já relutantes em emprestar --depois que o mercado imobiliário dos Estados Unidos desmoronou-- uma deflação representaria a "tempestade econômica perfeita".

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