SÃO PAULO - A despeito da crise, o setor de telesserviços deve ultrapassar a marca dos 900 mil empregados diretos ao fim de 2009, número superior ao contingente de 850 mil pessoas empregadas no início do ano, conforme a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT). A exigência de novas regras Segundo a associação, este segmento manteve, em 2008, seu ritmo normal de crescimento, ao redor de 10% ao ano. O faturamento das empresas de call center no país - considerando somente as companhias que operam como terceirizadas - foi de R$ 5,5 bilhões no ano passado.

"Desde a privatização das teles, o setor vem se desenvolvendo e tem se fortalecido cada vez mais. Tanto que, no ano passado, os reflexos provocados pela crise econômica mundial não foram sentidos pelas empresas do setor. Ao contrário, as empresas tiveram que investir ainda mais nos negócios, para se adaptarem às novas regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), criadas para todo o País", diz o presidente da ABT, Jarbas Nogueira.

Os principais contratantes de serviços de call center estão nas áreas de finanças, varejo, telecomunicações, seguros, saúde e editora/gráfica. Os jovens constituem a maior parte da força de trabalho: 45% das pessoas que trabalham como teleatendentes têm entre 18 e 24 anos.

cerca de 80% das empresas estão no eixo São Paulo - Rio de Janeiro, mas há presença relevante também na região Sul (5%). Além disso, conforme o levantamento da ABT, do total de atendentes, 74% possuem o 2º grau e 22%, curso superior.

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