As empresas de telefonia celular TIM, Vivo e Oi, apesar de cautelosas, se mostraram dispostas a conversar com o governo sobre a proposta apresentada hoje pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, de criação do Bolsa Celular, para beneficiar 11 milhões de pessoas que já participam do programa Bolsa Família. Em entrevista hoje, no início da tarde, Costa chegou a dizer que a TIM já havia aderido à proposta.

A TIM informou por meio de nota à imprensa que vem conversando sobre o assunto com o ministério desde setembro e que, para viabilizar o projeto, o governo ofereceria desoneração tributária. "O detalhamento da proposta, inclusive das contrapartidas de parte a parte, está em discussão com o Ministério das Comunicações", diz a nota da TIM.

A Vivo disse que vê "com interesse" qualquer proposta que beneficie a universalização dos serviços, "desde que sempre considerada a sustentabilidade econômica do setor". A desoneração tributária, na opinião da Vivo, é uma boa forma de se estabelecer este equilíbrio.

A Oi também se posicionou na mesma linha, considerando positiva toda proposta que parte de desoneração fiscal para permitir a inclusão de uma parcela maior da população. No entanto, a empresa disse que é necessário conhecer todos os detalhes da proposta. A Claro foi procurada, mas até o momento não se manifestou.

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