As empresas de telefonia ainda não têm uma posição fechada sobre se irão questionar na Justiça o Plano Nacional de Banda Larga. Já há alguns pronunciamentos de especialistas do setor, advogados e parlamentares sobre a necessidade de um projeto de lei para dar à Telebrás a função de gestora do Plano Nacional de Banda Larga - e não por decreto presidencial, como prevê o governo.

As empresas de telefonia ainda não têm uma posição fechada sobre se irão questionar na Justiça o Plano Nacional de Banda Larga. Já há alguns pronunciamentos de especialistas do setor, advogados e parlamentares sobre a necessidade de um projeto de lei para dar à Telebrás a função de gestora do Plano Nacional de Banda Larga - e não por decreto presidencial, como prevê o governo. "Ninguém está pensando em nada", disse o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, ao sair de reunião de apresentação do Plano, na Casa Civil. "Na próxima semana, deve ser publicado um decreto e aí teremos mais elementos para fazer uma avaliação. Hoje seria absolutamente leviano da parte de qualquer pessoa fazer essa avaliação", acrescentou Valente. O diretor executivo da Associação Brasileira de Telecomunicações, Eduardo Levy, também concorda que não é o momento de se pensar em ações judiciais contra o plano. "A Justiça é sempre a última opção que se deve ter quando se discute alguma coisa em que há interesses comuns", disse. O executivo lembrou que o próprio governo, ao apresentar o plano, deixou claro que está disposto a conversar com as empresas do setor privado todas as possíveis divergências existentes e tentar encontrar, no diálogo, uma solução. "Precisamos desarmar um pouco esse tipo de pensamento", disse Levy.

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