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Telefônica: WiMax pode ser alternativa mais econômica para clientes

Com tecnologia WiMax de banda larga sem fio, a Telefônica espera colocar na prateleira um serviço mais barato que o Speedy, que trafega na rede ADSL. A concessionária iniciará amanhã, em São Paulo, uma bateria de três meses de testes com 150 clientes residenciais da plataforma WiMax, que funcionará na freqüência de 2,5 gigahertz herdada da operadora de televisão por assinatura TVA.

Agência Estado |

Como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda não homologou os equipamentos WiMax que serão testados, fabricados pela Motorola, ainda não há data marcada para o lançamento comercial. Mas o executivo de Desenvolvimento de Novos Negócios da Motorola, José Geraldo Alves de Almeida, disse que "é de se esperar" que a aprovação saia até o fim do ano, "já que não há nenhum entrave regulatório" e o processo tramita há bastante tempo no órgão regulador.

Se os testes em São Paulo forem bem sucedidos e a Anatel der aval ao negócio, as vendas de banda larga WiMax podem começar "imediatamente", informou o vice-presidente de Estratégia e Regulação da Telefônica, Maurício Giusti. Para ele, o WiMax abre caminho à venda de internet em alta velocidade pré-paga, o que daria mais flexibilidade de uso a alguns clientes - com preços menores.

Além de o investimento inicial em WiMax ser menor que em ADSL e fibra óptica, a tendência é que os computadores venham com esta tecnologia de banda larga sem fio já embarcada. Assim, a operadora fica dispensada de fornecer os dispositivos de acesso aos clientes, podendo repassar a economia ao consumidor. "Pelas características e evolução dos preços, o WiMax promete ser mais barato que o ADSL. Além disso, com o Speedy é mais difícil aplicar o modelo de negócios pré-pago, pois exige um aporte grande na casa do cliente", afirmou.

Para o diretor de Desenvolvimento de Negócios para os setores público e corporativo da Intel, Augusto Campos, os testes conduzidos por Telefônica, Motorola e Intel mostram que o intervalo entre lançamento e adoção de tecnologias está se tornando cada vez menor. A empresa é sócia-fundadora do WiMax Forum, que define padrões para esta plataforma, e desenvolve microprocessadores que deixam os computadores prontos para conectar-se à internet via WiMax. O piloto, de acordo com a Telefônica, priorizará uma "velocidade de conforto" ao redor de 2 Mbps, mas a tecnologia permite atingir picos de 7,5 Mbps. O alcance do sinal de cada antena é de 35 Km, podendo chegar a 50 Km.

O plano original da Telefônica seria, por meio da licença de MMDS (microondas) obtida após a compra de parte dos ativos da TVA, lançar o WiMax em escala comercial no Rio de Janeiro (RJ). Mas como a homologação dos equipamentos na Anatel ainda não saiu, a concessionária optou por testar a tecnologia na capital paulista, nos bairros de Pinheiros e Jardins, onde a infra-estrutura já instalada torna o trabalho mais fácil e rápido. Num segundo momento, a Telefônica vai testar o WiMax no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. "Conforme os resultados dos testes em São Paulo, podemos pular o piloto no Rio e, de cara, partir para o lançamento comercial nesta capital", revelou Giusti.

Quando questionado sobre o porquê de a Telefônica fazer os testes do WiMax em bairros paulistanos onde há grande disponibilidade de rede de banda larga, inclusive com uma malha de fibra óptica funcionando nos Jardins, Giusti afirmou que mesmo nestes locais há algumas lacunas de cobertura. Ele explicou que a rede ADSL, quando guarda uma distância considerável entre a central telefônica e a casa do cliente, pode apresentar perda na qualidade do sinal. Além disso, a empresa preferiu testar a nova tecnologia em um ambiente "altamente competitivo". "O WiMax virá para complementar nossa oferta de banda larga", comentou, destacando que a oferta também será estendida ao mercado corporativo, de pequenas a grandes empresas.

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