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Telefônica testa banda larga sem fio em São Paulo

Em parceria com a Motorola e a Intel, a Telefônica começa hoje, em São Paulo, a testar o serviço de banda larga sem fio com tecnologia WiMax. O projeto-piloto será feito com 150 clientes residenciais das regiões de Pinheiros e Jardins.

Agência Estado |

A duração prevista dos testes é de três meses, mas eles podem ser prorrogados por mais três. Com o serviço, a Telefônica espera complementar sua rede de internet rápida. A concessionária também prevê fazer testes no Rio, em Curitiba e em Porto Alegre.

A Telefônica espera oferecer, com o WiMax, um serviço mais barato que o Speedy, que usa a rede de telefonia fixa, com tecnologia ADSL. O WiMax funciona na freqüência de 2,5 gigahertz, comprada da empresa de televisão por assinatura TVA. O serviço de MMDS (TV paga por microondas) usa a mesma freqüência.

O WiMax é uma tecnologia que começa a chegar ao Brasil - apenas a Embratel e a Neovia oferecem hoje comercialmente o serviço. Ela permite velocidades maiores que a telefonia celular de terceira geração (3G) e é mais barata de se instalar que o ADSL, o cable modem (que usa a rede de TV a cabo) e a fibra óptica. O WiMax tem cobertura maior que o Wi-Fi, tecnologia de rede local sem fio, podendo alcançar uma distância de 50 quilômetros entre o cliente e a antena.

Como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda não homologou os equipamentos WiMax que serão testados, fabricados pela Motorola, não há data marcada para o lançamento comercial. Mas o executivo de Desenvolvimento de Novos Negócios da Motorola, José Geraldo Alves de Almeida, disse que "é de se esperar" que a aprovação saia até o fim do ano, "já que não há nenhum entrave regulatório" e o processo tramita há bastante tempo no órgão regulador. No mês passado, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, se queixou, em entrevista ao Estado, da demora na homologação.

Se os testes em São Paulo forem bem-sucedidos e a Anatel der aval ao negócio, as vendas de banda larga WiMax podem começar "imediatamente", informou o vice-presidente de Estratégia e Regulação da Telefônica, Maurício Giusti. Para ele, o WiMax abre caminho à venda de internet em alta velocidade no regime pré-pago, o que daria mais flexibilidade de uso, com preços menores.

Além de o investimento inicial em WiMax ser menor que em ADSL e fibra óptica, a tendência é que os computadores venham com essa tecnologia de banda larga sem fio já embarcada. Assim, a operadora fica dispensada de fornecer os dispositivos de acesso aos clientes, podendo repassar a economia ao consumidor. "Pelas características e evolução dos preços, o WiMax promete ser mais barato que o ADSL. Além disso, com o Speedy é mais difícil aplicar o modelo de negócios pré-pago, pois exige um aporte grande na casa do cliente", afirmou o executivo.


Para o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Intel, Augusto Campos, os testes conduzidos por Telefônica, Motorola e Intel mostram que o intervalo entre lançamento e adoção de tecnologias pelo mercado está se tornando cada vez menor. A empresa é sócia-fundadora do WiMax Forum, que define padrões para essa plataforma, e desenvolve microprocessadores que deixam os computadores prontos para conectar-se à internet via WiMax.

O piloto, de acordo com a Telefônica, priorizará uma "velocidade de conforto" ao redor de 2 megabits por segundo (Mbps), mas a tecnologia permite atingir picos de 7,5 Mbps. O alcance do sinal de cada antena é de 35 km, podendo chegar a 50 km.

A Telefônica planejava lançar o WiMax em escala comercial na cidade do Rio de Janeiro, também com a licença de MMDS da TVA. Mas, como a homologação dos equipamentos na Anatel ainda não saiu, a concessionária optou por testar a tecnologia na capital paulista, onde a infra-estrutura já instalada torna o trabalho mais fácil e rápido. Num segundo momento, a Telefônica vai testar o WiMax no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. "Conforme os resultados dos testes em São Paulo, podemos pular o piloto no Rio e, de cara, partir para o lançamento comercial naquela capital", revelou Giusti. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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