A Telefônica fará uso de R$ 960 milhões de uma linha de R$ 2 bilhões contratada no final de 2007 junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A decisão de aproveitar esses recursos, tomada na semana passada, visa fortalecer o caixa da concessionária e dar folga para a execução do investimento em ativo permanente (capex) previsto para este ano, de R$ 2 bilhões, informou o vice-presidente de Finanças da operadora, Gilmar Camurra.

Os R$ 200 milhões que restam do empréstimo contratado serão empregados na metade de 2009, sendo que uma parcela já havia sido usada pela empresa. O custo da linha gira em torno de 90% do CDI. De acordo com Camurra, a concessionária, de posse deste montante que já estava contabilizado no caixa, não tem necessidade de captar recursos no mercado. "Temos dinheiro para todos os compromissos neste ano, para fazer frente aos empréstimos que vencem em 2009 e para todo o capex programado para o ano que vem", afirmou Camurra, durante a Futurecom 2008.

Ontem, Camurra afirmou à Agência Estado que o capex da Telefônica em 2009 deve ficar "muito próximo", talvez "um pouquinho acima", dos cerca de R$ 2 bilhões que devem ser desembolsados neste exercício. A empresa está elaborando seu planejamento estratégico e seu orçamento, que deve ser aprovado pelo Conselho até o fim do ano.

Segundo ele, com a captação de R$ 550 milhões em notas promissórias realizada recentemente pela Vivo, sua controlada fica dispensada da necessidade de buscar novos recursos para executar sua estratégia de investimento neste ano. Para 2009, os planos da Vivo - cujo comando é dividido entre Telefônica e Portugal Telecom - ainda estão em discussão.

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