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Madri, 11 mai (EFE).- Telefónica, que lançou a oferta sobre o capital que ainda não controla da Vivo no Brasil, quer integrar esta operadora de telefonia celular com a Telesp, sua filial de telefonia fixa naquele país, segundo consta no documento apresentado pelo grupo espanhol à Portugal Telecom.

Madri, 11 mai (EFE).- Telefónica, que lançou a oferta sobre o capital que ainda não controla da Vivo no Brasil, quer integrar esta operadora de telefonia celular com a Telesp, sua filial de telefonia fixa naquele país, segundo consta no documento apresentado pelo grupo espanhol à Portugal Telecom. Telefónica enviou hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhol (CMNV) o documento da oferta feita a Portugal Telecom por 50% da Brasilcel, sociedade que controla a Vivo, para assumir 100% da entidade. Na oferta, a Telefónica lembra que iniciou suas operações na telefonia celular no Brasil em 1998. Em 2001, constituiu a Vivo junto com Portugal Telecom. A multinacional espanhola assinala no documento o sucesso da operadora Vivo, que se transformou em líder do setor nesse país e reconhece a contribuição da Portugal Telecom nesta empresa. Telefónica destaca a evolução do setor das telecomunicações com a integração dos serviços fixos e móveis, e como os concorrentes brasileiros começaram a adotar esta estratégia. Neste contexto, a Telefónica propõe a aquisição de 50% da participação da Portugal Telecom na Vivo, e oferece 145% sobre o preço das ações no mercado (de 6 de maio). Portugal Telecom rejeitou ontem a oferta, mas a proposta vai continuar aberta até 6 de junho. Telefónica ofereceu a Portugal Telecom 5,7 bilhões de euros (US$ 7,240 bilhões) por 50% da brasileira Brasilcel, e não necessitará financiamento externo para desembolsar esta quantia. As ações da Telefónica na Bolsa espanhola caíam hoje 3,20%, após duas horas de pregão na qual o seletivo Ibex-35 retrocedia 3,49%. Os títulos da Portugal Telecom eram os únicos que estavam se valorizando nessa hora no índice de referência do mercado de renda variável português, já que todas as cotadas do PSI-20 caíam salvo a operadora, que subia 9,427%, após receber a oferta da Telefónica e atrair investidores. EFE aigb/dm

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