Desde que foi autorizada a retomar as vendas do serviço de banda larga Speedy, em 27 de agosto, até ontem, a Telefônica vendeu 111 mil pontos de acesso. A média diária é de 2,3 mil novas assinaturas, informou há pouco o presidente da operadora, Antonio Carlos Valente.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) havia suspenso, em 22 de junho, as vendas do serviço, em virtude das panes ocorridas no sistema de banda larga da Telefônica.

Na abertura do evento Futurecom 2009, em São Paulo, Valente discorreu sobre como a indústria pode disseminar os serviços de internet rápida na classe C. Esse feito, segundo ele, passa pela desoneração de tributos, alocação de novas faixas de frequência para a construção de redes de acesso em banda larga e pela oferta ao mercado de novas outorgas para a prestação de serviços de telecomunicações.

"Os novos desejos de consumo da classe C são internet e computador. No mercado emergente há um potencial de 32 milhões de consumidores de serviços de internet", disse o executivo. Ele citou pesquisa do Banco Mundial, divulgada em junho, segundo a qual um avanço superior a 10% da banda larga entre a população de países emergentes é capaz de gerar uma alta de 1,38% do Produto Interno Bruto (PIB).

Do lado da empresa, a Telefônica diz que até o fim de março de 2010 cobrirá 622 localidades ou 97% dos municípios de sua área de concessão (São Paulo). Em dezembro, a companhia espera cobrir 591 cidades.

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