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Telefônica busca diversificar com automação residencial

A Telefônica decidiu diversificar o escopo de seus negócios e oferecer, a partir deste ano, serviços de automação residencial. A idéia da concessionária, que hoje fornece serviços de voz, banda larga e imagem, é fazer com que todos os dispositivos de uma casa ou escritório conversem entre si, usando como veículo uma rede de banda larga.

Agência Estado |

Para tanto, a empresa comercializará um equipamento por meio do qual será possível controlar recursos de áudio, iluminação, segurança, temperatura e até subir e descer cortinas de um imóvel. Com o que o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, chama de "passarela digital", o usuário poderá transferir, por exemplo, as fotos de uma máquina fotográfica para sua televisão digital. E direcionar músicas de seu computador pessoal para dispositivos localizados em outros ambientes da casa.

O primeiro passo nesse novo negócio foi dado ontem, quando a Telefônica assinou com a CHL, construtora do Rio de Janeiro, um contrato para a instalação de toda a infra-estrutura de automação em um prédio de apartamentos de alto padrão na capital carioca. O valor do contrato não foi revelado. A Telefônica ficará responsável pelo projeto de implementação do lar digital, fazendo a gestão dos dispositivos espalhados pela casa. Uma vez construídos os apartamentos, os moradores poderão contratar qualquer serviço de banda larga - não necessariamente o da Telefônica. "Não é só conectividade que importa, mas conteúdo e serviços oferecidos por outras empresas do grupo", ponderou o executivo, que participou da Futurecom 2008. "Estamos nos preparando antes porque queremos ser a escolha do cliente para o lar digital."

Em um primeiro momento, a Telefônica vai vender o serviço para incorporadoras. A partir do ano que vem, estenderá a novidade ao usuário final. "Em dois anos esta vai ser uma realidade para o público médio", destacou o diretor de Inovação Estratégica da Telefônica, Benedito Luis Fayan.

Ao ser questionado se esse não seria um passo arriscado em tempos de crise financeira, já que, em períodos de incerteza a prioridade sempre recai sobre os serviços essenciais, Valente disse que a Telefônica decidiu fazer uma aposta em inovação e serviços de alto valor agregado, a exemplo do que vem fazendo com fibra óptica e televisão por protocolo de internet (IPTV). "Temos a opção estratégica de criar valor", destacou. Ele reconheceu, porém, que apostas em inovação podem, eventualmente, ser equivocadas, "já que a vida empresarial é cheia de riscos". Para aumentar a chance de êxito, de acordo com Valente, a Telefônica vai "buscar aliados para se tornar uma empresa com diferencial".

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