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Telecom Italia venderá ativos e manterá TIM Brasil

Por Deepa Babington ROMA (Reuters) - A Telecom Italia, quinta maior empresa de telecomunicação da Europa, vai se desfazer de ativos que não sejam considerados fundamentais e que somam até 3,82 bilhões de dólares. Além disso, a empresa cortará 5 por cento de sua força de trabalho na tentativa de diminuir custos diante do enfraquecimento da economia.

Reuters |

A empresa confirmou seu objetivo de fortalecer presença no Brasil. A estratégia consta de plano de negócios de 2009-2011 anunciado nesta quarta-feira, apesar das notícias recentes de que a companhia poderia considerar separar ou vender sua unidade no país, a TIM Participações.

A estratégia foca de maneira pesada na redução de custos e diminuição de dívidas que somam 37 bilhões de euros e depende, basicamente, de crescimento na Itália e no Brasil. A TIM tem sido a unidade de maior crescimento do grupo nos últimos anos.

A empresa também afirmou que vai expandir negócios na Argentina, por meio do exercício de uma opção de compra para aumentar sua participação na Sofora, a companhia que controla a Telecom Argentina. Ativos não-fundamentais que somam cerca de 3 bilhões de euros sofrerão desinvestimentos.

A Telecom Italia informou que vai cortar custos e investimentos em cerca de 2 bilhões de euros nos próximos três anos, com 40 por cento das economias sendo geradas em 2009. A empresa vai cortar 4 mil empregos, além do atual plano de reduzir a força de trabalho em 5 mil posições até 2010. A empresa tinha 80 mil empregados ao final de setembro.

A companhia espera que a receita de 2009 e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) fiquem em linha com 2008 e previu investimentos de cerca de 4,8 bilhões de euros no próximo ano.

A empresa prevê aumentar receitas em 2 por cento ao ano no período de três anos, enquanto espera gerar fluxo de caixa livre de cerca de 22 bilhões de euros.

As ações da Telecom Italia perderam cerca de metade de seu valor em relação às cotações de um ano atrás parcialmente por causa das dúvidas relacionadas à estratégia de redução de custo. Os papéis são negociados atualmente no patamar de 1 euro, o que dá à empresa um valor de mercado de cerca de 17,55 bilhões de euros.

Mas as ações já dispararam quase 13 por cento no mês passado em meio a sinais de que os esforços do presidente-executivo, Franco Bernabe, para redução de dívida e custos sem medidas muito radicais estão dando frutos.

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